O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

O Lado Oculto é uma publicação livre e independente. As opiniões manifestadas pelos colaboradores não vinculam os membros do Colectivo Redactorial, entidade que define a linha informativa.

Assinar

GOLPE DE WASHINGTON NA BOLÍVIA: AS PROVAS

O general Kaliman, que “sugeriu” a demissão de Morales, vive agora nos Estados Unidos e foi agraciado com um milhão de dólares; a CIA, a Embaixada norte-americana em La Paz e empresas contratadas minaram as redes sociais com vagas de fake news para provocarem a agitação social; dinheiro e armas com origem em Washington choveram em Santa Cruz, o epicentro fascista da conspiração; funcionários da Embaixada compraram votos rurais e coordenaram a acção com colegas do Brasil, Paraguai e Argentina; os conspiradores estiveram em contacto directo com os mesmos senadores dos Estados Unidos envolvidos nos golpes de Guaidó contra a Venezuela. Estes e outros factos, designadamente o papel da OEA, comprovam a condução norte-americana do recente golpe de Estado fascista na Bolívia.

O IMPEACHMENT DE UM REGIME

O mundo está suspenso do impeachment. Parece não se passar nada mais relevante à face da Terra do que saber se o fascista Trump, presidente dos Estados Unidos da América, será substituído pelo fascista Pence até ao começo de 2021, altura em que entrará em funções a nova escolha do establishment que gere o regime norte-americano – sem qualquer dúvida alguém do partido único com duas faces. Para tudo continuar na mesma.

CONTEXTOS DE UM GOLPE ANUNCIADO

Década e meia de gestão presidencial de Evo Morales catapultou o PIB da Bolívia de cinco mil milhões de dólares para mais de 40 mil milhões, isto é, multiplicou-o por oito vezes. A miséria extrema desceu a pique de quase 80% da população para menos de 15 por cento. O crescimento económico anual estabilizou nos quatro por cento. O sistema político colonial transformou-se num Estado plurinacional, as mulheres e os povos indígenas conquistaram as vozes que não tiveram em 500 anos. O regime neoliberal globalista ficou fora de jogo na Bolívia, onde os recursos naturais foram postos ao serviço das populações. Há coisas que o imperialismo e a sua casa mãe, os Estados Unidos da América, não conseguem perdoar no “quintal das traseiras”. Mais cinco anos de espera, pelo menos, não podiam acontecer. Então chegou o golpe.

ECONOMIA DE GUERRA AVANÇA NA EUROPA

Enquanto nas economias da União Europeia os investimentos públicos estão praticamente estagnados, não deixam de progredir, por outro lado, os investimentos no circo da guerra. Por ironia, algumas das regiões mais pobres da Europa e flageladas por colossais índices de desemprego jovem são aquelas onde se concentram grandes instalações da NATO, transformando a guerra na única “indústria” de emprego “seguro”. Aqui fica o exemplo de Itália.

ARGENTINA ACORDA DO PESADELO NEOLIBERAL

O pesadelo representado por Mauricio Macri na Argentina está prestes a acabar. À cabeça da ampla coligação Frente de Todos, os peronistas Alberto Fernández (presidente) e Cristina Kirchner (vice-presidente) venceram as eleições sob a promessa de combater a ditadura económica e social imposta pelos Estados Unidos e o seu braço imperial, o FMI. Nos dias em que o neoliberalismo sofre derrotas como na Bolívia e contestação nas ruas do Chile, Equador, Peru e Honduras, os resultados na Argentina desanuviam um pouco mais os horizontes na América Latina e contribuem para isolar aberrações como as do Brasil e Paraguai. Além de devolverem a esperança aos tão martirizados argentinos, vítimas de uma quebra de 10% do PIB em dez anos e das múltiplas tragédias humanas e sociais que isso representa.

BOLIVIANOS ESCOLHEM ENTRE A DIGNIDADE E O PASSADO

Crescimento económico de 5% ao ano, 700 mil novos empregos, aumento galopante do consumo e cortes drásticos na pobreza e miséria, inflação mínima, além do reconhecimento de direitos aos povos indígenas: em 13 anos, as presidências de Evo Morales conseguiram o que a Bolívia não teve em 500 anos. Agora é hora do povo escolher entre o reforço dessa nova dignidade e o regresso a um passado de trevas.

A MEMÓRIA APAGADA DO NASCIMENTO DA CHINA POPULAR

A China Popular não representa qualquer ameaça militar para o resto do mundo: não se considera a si mesma como uma potência conquistadora, mas perseverante. É neste sentido que devem ser entendidas as cerimónias do seu 70º aniversário. A China levantou-se politicamente e economicamente da agressão de que foi vítima no século XIX, mas a sua cultura não manifesta qualquer vontade de ajuste de contas com os outros.

RESSUSCITAR O TIAR, O NOVO GOLPE CONTRA A VENEZUELA

Os Estados Unidos e os países da América Latina que lhe estão submetidos ressuscitaram o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR), um velho instrumento da guerra fria – nunca aplicado – mas que agora se destina a aprofundar ainda mais a guerra híbrida contra a Venezuela. Aliás, os mecanismos invocados desta feita ultrapassam até os limites do próprio tratado, manifestando disposição para o violar

GUERRA HÍBRIDA CONTRA A CHINA: HONG KONG E O RESTO

Os Estados Unidos e alguns dos mais próximos Estados satélites desenvolvem contra a China uma guerra híbrida em numerosas fases e múltiplas frentes. Não faltam a ameaça militar e a perseguição comercial e económica; a guerrilha de propaganda está permanentemente presente. No quadro geral, porém, emerge a acção desenvolvida contra a soberania chinesa em Hong Kong e em relação à qual os mentores não mostram limites na utilização de tácticas extremamente perigosas.

GUERRA DO IÉMEN: SAQUE DE PETRÓLEO E JOGO ESTRATÉGICO

Numa altura em que alguns meios de comunicação da ortodoxia neoliberal parecem ter acordado para uma agressão militar que dura há mais de cinco anos – e manipulam as circunstâncias do conflito – informações sobre o comportamento da Arábia Saudita no Iémen confirmam que se trata de uma guerra colonial para saque das riquezas naturais iemenitas, com o petróleo à cabeça. E também de uma estratégia contra o Irão.

ITÁLIA DE RASTOS PERANTE WASHINGTON

O primeiro ministro de Itália definiu a “aliança privilegiada” com os Estados Unidos como o pilar da política externa do país e o garante da sua “soberania democrática”.

SACRIFICAR A ANTÁRTIDA NO ALTAR DO CAPITALISMO

A Antártida, a calote polar do Hemisfério Sul, está a derreter-se. Cada vez mais depressa devido ao caos climático provocado pelo capitalismo industrial. Esta situação está na origem da subida global do nível do mar, que poderá atingir três metros durante um século, fazendo desaparecer países insulares e inundando cidades costeiras. Porém, em vez de combater eficazmente as alterações climáticas e tentar resolver estes problemas, o capitalismo parece buscar a salvação no sacrifício de regiões da Terra, como a Antártida.

ASSINANTES SOLIDÁRIOS

O reforço da Informação Independente como antídoto para a propaganda global.
Bastam 50 cêntimos, o preço de um café, 1 euro, 5 euros, 10 euros…

saber mais
RENOVAÇÃO DE ASSINATURAS

Estimado Assinante,

Se a sua assinatura está prestes a expirar e desejar renová-la deverá proceder como anteriormente: escolher a periodicidade e a forma de pagamento.
Pode igualmente aderir à nossa acção de "assinatura solidária", contribuindo assim para reforço dos conteúdos de O Lado Oculto e assegurando a sua continuidade.

Grato pelo seu apoio
O Colectivo Redactorial

fechar
goto top