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NATO VAI SUBSTITUIR NORTE-AMERICANOS NO IRAQUE

A NATO está em pé de guerra, a sua verdadeira natureza. Por ordem de Trump, que já criou sigla para o efeito – NATOME – a aliança está a preparar a substituição dos soldados norte-americanos a expulsar do Iraque por militares de países membros, que ficarão sujeitos ao caos regional criado pelas práticas norte-americanas. Enquanto isso, e porque não pode haver distracções com a “ameaça russa”, o Estado-Maior atlantista prepara para a Primavera os maiores jogos de guerra na Europa dos últimos 25 anos.

UE AJUDA TRUMP A MATAR ACORDO NUCLEAR COM O IRÃO

Obedecendo às ordens de Trump, ou cedendo às suas chantagens sobre a imposição de novas tarifas comerciais, a União Europeia deu corpo à estratégia norte-americana de liquidar o acordo nuclear 5+1 estabelecido em 2015 com o Irão. França, Reino Unido e Alemanha activaram o chamado Mecanismo de Resolução de Disputas numa situação que contraria os próprios termos do acordo, concluindo assim a tarefa de liquidação iniciada em 2018 pela administração Trump, ao retirar-se sem razões do processo.

FRANÇA É A LINHA DA FRENTE NA GUERRA CONTRA A SEGURANÇA SOCIAL

Milhões de franceses lutam há semanas contra o assalto do governo de Emmanuel Macron ao sistema de segurança social, desenvolvido a rogo do sistema financeiro privado, ansioso por transformar em lucros os descontos de vidas de trabalho. E, contudo, o sistema francês de pensões – considerado um dos melhores do mundo - é saudável e capaz de absorver naturalmente o défice, de tal maneira que os próprios mentores da “reforma” admitem que não haveria urgência em fazê-la. Como a seguir se demonstra nas respostas do académico Salim Lamrani a 10 perguntas sobre o assunto, bastaria, por exemplo, que as mulheres tivessem salários iguais aos dos homens ou que houvesse um combate sério à evasão fiscal para o actual sistema de pensões estar perfeitamente equilibrado. França é, pois, a linha da frente da luta decisiva contra a ofensiva pela privatização da Segurança Social que mina a União Europeia. O neoliberalismo não dá tréguas.

DE COMO ATACAR A CHINA ATRAVÉS DO IRÃO

Independentemente das questões propriamente iranianas, os Estados Unidos estão inquietos com as relações que Teerão mantém com a China. Passo-a-passo, mas progressivamente, Pequim apoia-se no Irão para concretizar na Ásia o seu gigantesco projecto Iniciativa Cintura e Estrada (ICE) ou Nova Rota da Seda.

O REGRESSO DO MILITARISMO ALEMÃO

Há poucos anos ainda, um presidente federal alemão foi obrigado a demitir-se por defender a afirmação dos interesses alemães através da guerra. Hoje, essa política militarista é promovida pela ministra da Defesa e candidata a chanceler, Annegret Kramp-Karrenbauer (CDU), sem que nada lhe aconteça. A ministra, note-se, sucede no cargo à nova presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para quem “a Europa deve aprender a utilizar a linguagem da força”. A Alemanha imperial, agora no quadro da NATO e da União Europeia, retoma o seu caminho.

TERRORISMO EM XINJIANG, UMA ARMA DE WASHINGTON

O separatismo na região autónoma chinesa de Xinjiang e a “libertação do povo uigure surgem nos menus ocidentais para “democratizar” a China, mas a realidade nada tem a ver com as intenções proclamadas e a verdadeira situação no território. Além de Xinjiang ter dado o salto do feudalismo para a modernidade em algumas décadas, a região desempenha um papel fulcral nas acções chinesas de internacionalização. Daí que os Estados Unidos e aliados não tenham hesitado em criar e manipular grupos terroristas “uigures” da família da al-Qaida que tanto estão activos internamente como podem ser exportados temporariamente, como aconteceu na guerra contra a Síria.

WASHINGTON CARREGA A EUROPA DE BOMBAS ATÓMICAS

Cálculos divulgados por associações de cientistas revelam que 100 bombas nucleares dos Estados Unidas estão instaladas na Europa. E a confirmar-se a transferência de engenhos desse tipo da Ásia Menor, na Turquia, para território europeu, presumivelmente Itália, dentro em breve haverá 150 bombas atómicas em Estados membros da União Europeia. Claro que não serão precisas tantas para liquidar o planeta e a humanidade, tornando a ameaça das alterações climáticas uma redundância. Mas os Estados Unidos e, pelos vistos, os dirigentes europeus gostam que os povos estejam reféns de estratégias de terror.

TRAPAÇAS DA NATO FAZEM DOUTRINA NOS BALCÃS

A história dos últimos 30 anos nos Balcãs, especialmente envolvendo os territórios da antiga Jugoslávia, está repleta de narrativas falsas sobre episódios de guerra que conseguem sobreviver às reposições da verdade alcançadas através de investigações internacionais digna de crédito. Por detrás da falsificação da história, da imposição da doutrina do absurdo e de uma justiça corrompida está a mesma entidade que as forjou para fazer vingar os seus interesses políticos, militares e geoestratégicos: a NATO.

O TOTALITARISMO DA “COMUNIDADE INTERNACIONAL”

“Comunidade internacional” e “ordem internacional” são expressões que nos surgem a cada passo quando se trata de abordar os acontecimentos e as situações que se sucedem através do mundo. O uso recorrente tem contribuído para transformá-las numa espécie de muletas de linguagem em que vão perdendo conteúdo, esbatendo-se assim a realidade dos seus conteúdos e significados actuais. Desse desvanecimento surgem múltiplas interpretações e a confusão generalizada – que nada tem de inocente. Prevalecendo então o sistema sem mandato que dá corpo à ordem global neoliberal.

CONSELHO EUROPEU CONSTRUÍDO COM TRABALHO ILEGAL

Quando o exemplo vem do topo da pirâmide não é de admirar que o trabalho escravo prolifere no espaço da União Europeia: o chamado “Edifício Europa”, obra imponente de Bruxelas onde se reúnem os chefes de Estado e de governo dos países membros – o Conselho Europeu – foi construído, em parte, por operários sem contratos laborais e privados de salários durante meses a fio.

GRETA THUNBERG E A CRUZADA DAS CRIANÇAS VERDES

Ao seguirmos as pisadas desse fenómeno mundial chamado Greta Thunberg iremos encontrar, para surpresa de muitos – de outros, nem tanto – gente bastante graúda, entidades e personalidades através das quais é possível detectar rastos do ex-vice-presidente dos Estados Unidos da América, Al Gore, do Goldman Sachs, o banco dos bancos, da Pepsi, dos maiores fundos de activos do mundo, da Shell, da General Motors, do Google e da Pfizer, de âncoras do neoliberalismo como a OCDE, o FMI ou o Banco Mundial, de ex-membros de governos não menos ultraliberais. E apetece-nos tentar perceber como é que pessoas e organizações que contribuíram para estragar o clima estão agora empenhadas em salvar o clima. A explicação até não será muito difícil se olharmos Thunberg como um instrumento de agitação e propaganda para “legitimar” aquele que se perspectiva como o maior negócio destes tempos.

NATO: MATAR É O MAIOR NEGÓCIO

Outro ângulo de abordagem da recente Cimeira da NATO: o do negócio. A NATO transformou a matança na normalidade vigente e fez disso o grande negócio que torna monstruosos os lucros do complexo militar e industrial que gere os Estados Unidos e comanda o império. E sendo essa matança “o maior negócio do Ocidente”, como escreve o analista geopolítico Peter Koenig, todos os argumentos são necessários para justificar a existência de uma aliança que, em boa verdade, não tem razões para existir – além de ser antidemocrática. Por isso, os “inimigos” são inventados para que o chorudo negócio da morte não morra.

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