O Lado Oculto é uma publicação livre e independente. As opiniões manifestadas pelos colaboradores não vinculam os membros do Colectivo Redactorial, entidade que define a linha informativa.

NATO: MATAR É O MAIOR NEGÓCIO

Outro ângulo de abordagem da recente Cimeira da NATO: o do negócio. A NATO transformou a matança na normalidade vigente e fez disso o grande negócio que torna monstruosos os lucros do complexo militar e industrial que gere os Estados Unidos e comanda o império. E sendo essa matança “o maior negócio do Ocidente”, como escreve o analista geopolítico Peter Koenig, todos os argumentos são necessários para justificar a existência de uma aliança que, em boa verdade, não tem razões para existir – além de ser antidemocrática. Por isso, os “inimigos” são inventados para que o chorudo negócio da morte não morra.

A GRANDE ILUSÃO DA ECONOMIA “VERDE”

Sucedem-se as cimeiras climáticas, multiplicam-se as promessas para atingir metas de curto, médio e longo prazo, transformaram-se as questões ambientais em artigos da moda política e mediática e o aquecimento global continua a sua ascensão sem retorno. No centro de toda a novíssima inquietação ecológica estão as elites políticas, governamentais e, sobretudo, empresariais que colocaram o mundo no caminho da catástrofe. Isto é, os que estragam o planeta são os mesmos que cuidam agora de consertá-lo com base em enxurradas de promessas, mas sem mudar de atitudes e comportamentos. Ou seja, a tão propagandeada “economia verde” não passa de uma grande ilusão, melhor dizendo, uma imensa fraude.

NATO E A CIMEIRA DO SEU ANACRONISMO

A NATO pretendeu assinalar o seu 70º aniversário de maneira retumbante em Londres mas o tiro saiu-lhe pela culatra e transfigurou o show numa farsa notável. Começou tudo com pompa e circunstância num jantar de gala oferecido pela rainha dos britânicos no Palácio de Buckingham mas, ao cabo de dois dias, o cenário transformou-se, é certo, nas esperadas promessas de mais desestabilização mundial – incluindo no espaço – mas também em zangas, escárnio, mal dizer e facadas pelas costas. Para consumo público oficial tudo acabou em bem, mas a verdade é que existem feridas abertas e que não são apenas narcísicas.

UNIÃO EUROPEIA FORNECE ARMAS COM ORÇAMENTO PARALELO

Chamam-lhe “Fundo Europeu para a Paz”, mas o objectivo pretendido é o de Bruxelas fornecer armamento letal a exércitos de países africanos com um orçamento paralelo ao da União Europeia, mas sob supervisão comunitária. A ideia tem um ano e foi discutida ao nível de embaixadores no dia 27 de Novembro.

RÚSSIA REENTRA EM ÁFRICA PERDOANDO DÍVIDAS ANTIGAS

Na recente cimeira Rússia-África, realizada em finais de Outubro em Sochi, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou o cancelamento de 20 mil milhões de dólares de dívidas acumuladas por países africanos. Qual o significado deste gesto, que mesmo em Moscovo foi muito criticado como uma generosidade sem sentido? Uma das explicações é o facto de a Rússia estar atenta à política chinesa no continente africano.

GUERRAS SECRETAS DA NATO ACIMA DAS LEIS E DOS CIDADÃOS

Um drone de guerra italiano abatido sobre a Líbia confirma que o envolvimento de Itália e outras nações em operações militares ofensivas secretas sob comando dos Estados Unidos e da NATO se processa à revelia das Constituições, das leis, e das decisões dos órgãos eleitos desses países. As guerras, secretas ou não, pagas com o dinheiro dos cidadãos escapam cada vez mais ao controlo dos cidadãos. Assim funciona a NATO.

O SILÊNCIO: A PIOR RESPOSTA DO ESTADO PORTUGUÊS

O chefe de Estado e o governo da República portuguesa estão em silêncio perante as atrocidades contra a democracia e os direitos humanos praticadas na Bolívia e no Chile. Em circunstâncias onde o poder neoliberal se vê forçado a mostrar a sua verdadeira face ditatorial para evitar a aplicação plena da democracia, com todas as suas consequências, as principais figuras do Estado português escolhem o silêncio, talvez a maneira mais indigna de se identificarem com a crueldade do sistema – ao mesmo tempo que ignoram a Constituição da República.

PARLAMENTO EUROPEU SEQUESTRA DADOS DOS VISITANTES

Quando estão em jogo a protecção da privacidade dos cidadãos e a preservação dos seus dados pessoais por instituições da União Europeia o melhor é recorrer à velha máxima “faz o que elas dizem, não faças o que elas fazem”. Um inocente visitante do Parlamento Europeu que caia na asneira de recorrer ao wi-fi da instituição em Bruxelas terá as suas informações de Internet sequestradas secretamente por seis meses ou mesmo partilhadas com interesses privados nada recomendáveis.

ESTA DEMOCRACIA BOURBÓNICA NÃO TRAVA O NEOFASCISMO

Na sequência das terceiras eleições gerais em Espanha praticamente consecutivas – as últimas realizadas em 10 de Novembro – o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e o Podemos estabeleceram um primeiro acordo de coligação para governar sem a direita. O caminho para alcançar maioria parlamentar, porém, é ainda longo e exige alguns acordos mais num cenário caracterizado pela situação na Catalunha e pela significativa subida eleitoral do grupo fascista Vox. Publicamos uma importante reflexão sobre a advertência que este facto representa, sobretudo numa democracia que começa por estar amputada na cabeça do Estado.

MACRON E A “MORTE CEREBRAL” DA NATO

O presidente francês, Emmanuel Macron, agitou certamente as águas nos últimos dias quando lamentou que a NATO, comandada pelos Estados Unidos, esteja “em morte cerebral”. Os seus comentários, porém, parecem muito menos relacionados com uma avaliação objectiva e os princípios da aliança do que com uma necessidade de autoafirmação do dirigente gaulês.

ECONOMIA DE GUERRA AVANÇA NA EUROPA

Enquanto nas economias da União Europeia os investimentos públicos estão praticamente estagnados, não deixam de progredir, por outro lado, os investimentos no circo da guerra. Por ironia, algumas das regiões mais pobres da Europa e flageladas por colossais índices de desemprego jovem são aquelas onde se concentram grandes instalações da NATO, transformando a guerra na única “indústria” de emprego “seguro”. Aqui fica o exemplo de Itália.

PRIVATIZAÇÃO DAS ÁGUAS: AS MANOBRAS NA SUÍÇA

A cada vez maior interpenetração entre o governo da Suíça, a Nestlé e outras grandes multinacionais e a estratégia helvética de cooperação para o desenvolvimento representam uma ameaça cada vez mais premente sobre os recursos aquíferos de todo o planeta. A ganância privatizadora da água que move as maiores empresas globais do sector alimentar encontra em Genebra uma poderosa alavanca que mina o acesso universal à água como um direito humano fundamental.

Iniciar sessão

Recuperar password

goto top