O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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QUANDO O SILÊNCIO ABSOLVE O TERRORISMO

A esperança é a última a morrer, dizem. Daí que o mundo e, por inerência, os portugueses, continuem a aguardar que a União Europeia e o governo da República Portuguesa se pronunciem sobre a tentativa de invasão da Venezuela patrocinada pelo “presidente interino” que reconhecem, Juan Guaidó, e cujo “objectivo principal”, confessado contratualmente, era o de capturar, enviar para os Estados Unidos ou assassinar o presidente legítimo, Nicolás Maduro.

CENÁRIOS DA RELAÇÃO ENTRE OS ESTADOS UNIDOS E O NARCOTRÁFICO

A Colômbia produz pelo menos 70% da cocaína que circula no mercado mundial; o Afeganistão é responsável por mais de 90% do ópio que está na base da heroína comercializada. As produções estão “nos máximos históricos”, segundo o relatório da ONU em 2018. Os Estados Unidos, através de presenças militares, controlam política e economicamente os dois países – e pelos números envolvidos no negócio mundial de estupefacientes é muito provável que não seja coincidência, tanto mais que, como está provado, dinheiro da droga tem servido para financiar operações encobertas da CIA. Entretanto, Washington projecta acções armadas contra a Venezuela, alegadamente pelo envolvimento deste país no tráfico de droga. Um pretexto falso em busca de dividendos políticos e económicos enquanto o narcotráfico prossegue sem transtornos de maior.

A TRAGÉDIA DO IMPÉRIO: FALTA EM SAÚDE O QUE SOBRA EM GUERRA

Utilizar sacos de plástico como luvas, acessórios de natação para protecção ocular, gazes e fraldas como máscaras, contentores frigoríficos como necrotérios estacionados em frente dos hospitais, valas comuns para enterrar os corpos. Estas são algumas das respostas das autoridades nos Estados Unidos perante o surto de coronavírus. Linha de frente no combate à pandemia, trabalhadores da saúde relatam, num misto de medo e indignação, cortes de salários, suspensão e modificação de contratos, jornadas de até 16 horas, falta de materiais de protecção à contaminação, esgotamento emocional e muita, muita raiva. “Sentimos-mos como ovelhas a caminho do matadouro”, relata uma médica de Nova York[1].

TRUMP “ENGANOU-SE”: É A COLÔMBIA, NÃO A VENEZUELA

Trump, com os seus parceiros francês e britânico, sob os auspícios da NATO, estão a montar um circo de guerra contra a Venezuela a pretexto de uma “operação contra o narcotráfico” alegadamente praticado sobretudo pelo governo de Caracas, com o presidente Maduro à cabeça. Porém, segundo os relatórios da agência antidroga dos Estados Unidos, a DEA, a Colômbia é o responsável, praticamente monopolista, pelo tráfico de cocaína na região; e a Venezuela não surge sequer na lista dos países envolvidos.

NATO AMEAÇA VENEZUELA A PRETEXTO DO CORONAVÍRUS

A NATO decidiu assumir o “combate à crise do coronavírus”. Por exemplo, enviando bombardeiros com capacidade nuclear para sobrevoar o Ártico até aos limites do território russo; e colocando navios de guerra nas costas da Venezuela, com poder de assalto, porque o presidente Maduro “usa a crise do coronavírus” como pretexto para “aumentar o narcotráfico”. O atlantismo move-se, como é evidente, por razões “humanitárias”.

ALMAGRO, O RETRATO DE UM CAPATAZ COLONIAL

Luis Almagro não pára. Em funções de secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), isto é, de capataz do poder colonial norte-americano no “quintal das traseiras”, desdobra-se em agrados à administração Trump para conseguir ser reeleito em 2020. Agora tomou como empreitada uma campanha contra a acção dos médicos e serviços de saúde cubanos para salvar vidas em 78 países do mundo. É o seu mais recente ponto de agenda depois de ter montado o golpe fascista na Bolívia enquanto continua a conspirar contra a Venezuela; mas sem se lhe ouvir um reparo perante os comportamentos fascistas dos governos do Chile, Colômbia, Peru, Brasil, Equador. Falhou a conspiração em Dominica, agora uma nódoa no currículo a apresentar a Mike Pompeo, o seu chefe directo no Departamento de Estado norte-americano.

GOLPE DE WASHINGTON NA BOLÍVIA: AS PROVAS

O general Kaliman, que “sugeriu” a demissão de Morales, vive agora nos Estados Unidos e foi agraciado com um milhão de dólares; a CIA, a Embaixada norte-americana em La Paz e empresas contratadas minaram as redes sociais com vagas de fake news para provocarem a agitação social; dinheiro e armas com origem em Washington choveram em Santa Cruz, o epicentro fascista da conspiração; funcionários da Embaixada compraram votos rurais e coordenaram a acção com colegas do Brasil, Paraguai e Argentina; os conspiradores estiveram em contacto directo com os mesmos senadores dos Estados Unidos envolvidos nos golpes de Guaidó contra a Venezuela. Estes e outros factos, designadamente o papel da OEA, comprovam a condução norte-americana do recente golpe de Estado fascista na Bolívia.

O TSUNAMI CHILENO COMO PRODUTO DO NEOLIBERALISMO

O que está a passar-se no Chile é mais um desmascaramento das veias predatória e repressiva do regime de neoliberalismo, por sinal no país onde foi aplicado pela primeira vez de maneira nua e crua, sob o controlo da ditadura fascista de Pinochet. A transição para a “democracia” manteve a ditadura económica intacta, pelo que a sublevação popular em curso traduz o facto de o Chile, segundo o Banco Mundial, ser um dos oito países mais desiguais do mundo.

ESCLAVAGISMO PORTUGUÊS E RESISTÊNCIA

A História oficial tem envolvido o esclavagismo português numa série de mitos de embalar como os humanistas, religiosos, épicos e civilizacionais. A História real desmonta-os a conta-nos histórias revoltantes.

ARGENTINA, UM SOPRO DE ESPERANÇA

Nas eleições primárias presidenciais realizadas domingo na Argentina a candidatura de Alberto Fernández e Cristina Fernández de Kirchner, repectivamente a presidente e vice-presidente, obteve um claro triunfo. Com uma votação de 47,65%, bateu a dupla em funções formada pelo presidente Macri e pelo vice-presidente Pichetto por mais de 15 pontos percentuais, ou mais de quatro milhões de votos. O neoliberalismo sofreu uma importante derrota.

GOVERNO E OPOSIÇÃO DA VENEZUELA DIALOGAM EM BARBADOS

O diálogo entre o governo da Venezuela e a oposição de direita mudou-se da Noruega para Barbados, agora com "mesa" permanente. A primeira sessão decorreu "com êxito".

O ÚLTIMO GOLPE NA VENEZUELA TEVE DEDO DE ISRAEL

Uma enésima tentativa de golpe de Estado foi desmantelada em 24 de junho de 2019 na Venezuela. Todos os implicados foram detidos nos dias 22 e 23; o ministro da Informação, Jorge Rodríguez, explicou pormenorizadamente na televisão os desenvolvimentos e os objectivos dos acontecimentos. De acordo com os registos das comunicações dos conspiradores, o golpe terá sido supervisionado pelos israelitas.

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