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TPI, A JUSTIÇA INTERNACIONAL DE FAZ DE CONTA

O Estatuto de Roma e o Tribunal Penal Internacional (TPI) estão em vigor há 17 anos, coincidindo este período com guerras terríveis como as do Afeganistão, do Iraque, da Líbia e da Síria. Nas instâncias daquele tribunal não há conhecimento de qualquer acção concreta contra crimes de guerra praticados por tropas dos principais fazedores de guerra, os Estados Unidos e os seus aliados da NATO. Por não praticarem crimes de guerra? Não é o que consta de sucessivos relatórios com provas gritantes, mas cujos conteúdos se esfumam no ar. A “justiça internacional” é apenas um instrumento de faz de conta.

GUERRA DO AFEGANISTÃO: A VERDADE DAS MENTIRAS

Há poucos dias vieram a lume os chamados “Afghanistan Papers”, documentos resultantes de investigações internas conduzidas pelo governo dos Estados Unidos e que provam como sucessivas administrações de Washington – de ambos os partidos/Estado – mentiram e mentem aos cidadãos dos Estados Unidos e dos países membros da NATO ao longo dos já 18 anos de uma guerra que, desde o início, sabem não conseguir ganhar. Tal como aconteceu no Vietname, no Iraque, na Líbia, na Síria. Milhões de seres humanos com as suas vidas destruídas depois, os crimes continuam impunes e novas guerras se perfilam. Chama-se isto “defender o nosso civilizado modo de vida” e “implantar a democracia”.

WASHINGTON À DERIVA EM BUSCA DA GUERRA

Numerosos analistas de inteligência e especialistas políticos citados por vários meios de comunicação social consideram que a administração Trump não tem qualquer prova séria do envolvimento do Irão nos ataques contra petroleiros no Golfo de Omã, pelo que demonstra estar “ansiosa por uma guerra” contra este país. Uma das provas é o facto de o secretário de Estado norte-americano, Michael Pompeo, atribuir agora ao Irão a responsabilidade por ataques cometidos há duas semanas pelos Talibã no Afeganistão.

AFEGANISTÃO: WASHINGTON SAI SEM SAIR

Trump anunciou a retirada de militares mas os interesses norte-americanos no Afeganistão estarão garantidos por uma presença militar permanente

UNIÃO EUROPEIA DISTRIBUI BODO AOS MERCENÁRIOS

A União Europeia paga 125 milhões de euros pela sua segurança no Afeganistão a uma companhia de mercenários; mas como esta não é "bem vista" em Cabul, outra fará o serviço sem ter concorrido.

AFEGANISTÃO: 17 ANOS DE NATO E OS TALIBÃS ESTÃO MAIS FORTES

A NATO está a combater os talibãs no Afeganistão há 17 anos e os talibãs estão mais fortes e ocupam mais território.

UE PAGA 100 MILHÕES A MERCENÁRIOS EM PAÍS OCUPADO PELA NATO

A União Europeia vai pagar pelo menos 100 milhões de euros a uma empresa de mercenários pela segurança das suas instalações em Cabul, Afeganistão, um país ocupado pela NATO. Os principais grupos mundiais ditos de "segurança privada", instrumentos cada vez mais influentes no processo de privatização da guerra, candidatam-se ao bolo. Mais uma dupla tributação para os contribuintes europeus: além de financiarem a NATO são obrigados a pagar pelo que a NATO deve fazer e não faz.

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