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A ideia de Trump sobre a compra da Gronelândia é para levar a sério. Grandes operações, mesmo as que são aparentemente mais bizarras, podem começar com balões de ensaio como este. A Gronelândia não é um iceberg em águas árcticas: é uma vasta ilha com importância estratégica - sobretudo com a retirada norte-americana do Tratado INF - que tem importantes riquezas naturais, entre elas petróleo, gás natural e metais terras raras. Sendo que as preocupações sobre as sensibilidades ambientais, árcticas ou outras, não costumam travar Trump. A Gronelândia é um território autónomo da Dinamarca e que não integra a União Europeia. Poderá ou quererá Copenhaga evitar o negócio se Washington, muito à sua maneira, insistir nele?
Os secretários de Estado e da Defesa dos Estados Unidos, Michael Pompeo e Mark Esper, e o secretário-geral da Nato, Jens Stoltenberger, estiveram na Austrália nos primeiros dias de Agosto para programarem a entrada deste país na Aliança Atlântica. O território australiano, de acordo com as intenções dos visitantes, deverá receber mísseis nucleares de médio alcance apontados à China
Uma viagem ao mundo da “estratégia de comunicação” da União Europeia e respectivas emanações é uma experiência indispensável para confirmar os indícios de que os dirigentes europeus convivem cada vez mais desconfortavelmente com a liberdade de opinião. Na verdade, como ilustra essa incursão, já encaram a informação como propaganda, o contraditório como um abuso e a liberdade como um delito. Está aberto o caminho para a imposição da opinião única, em que se baseiam todas as formas de censura, desde a dos coronéis à dos “fact-checkers” contratados a peso de ouro por Bruxelas.
Nas eleições primárias presidenciais realizadas domingo na Argentina a candidatura de Alberto Fernández e Cristina Fernández de Kirchner, repectivamente a presidente e vice-presidente, obteve um claro triunfo. Com uma votação de 47,65%, bateu a dupla em funções formada pelo presidente Macri e pelo vice-presidente Pichetto por mais de 15 pontos percentuais, ou mais de quatro milhões de votos. O neoliberalismo sofreu uma importante derrota.
No passado fim-de-semana o yuan, a moeda chinesa, saiu do seu padrão habitual e desvalorizou-se para mais de sete unidades contra um dólar norte-americano. Ao mesmo tempo, a China anunciou que deixa de comprar produtos agrícolas aos Estados Unidos. A estratégia comercial delineada por Trump e pelos neoconservadores norte-americanos implodiu. Passou-se de uma guerra de tarifas comerciais para uma guerra económica mais ampla, na qual serão aplicadas outras tácticas e medidas.
A administração Trump atingiu um novo topo nos seus actos lesivos contra a economia e a sociedade venezuelanas ao ampliar à categoria de embargo as medidas coercivas e unilaterais contra a República Bolivariana. Uma medida que, segundo o jornal norte-americano Washington Post, consiste “num embargo económico total”.
A nova guerra fria começou de vez. Já não se trata de um confronto militar entre os Estados Unidos e a União Soviética, mas entre os Estados Unidos, por um lado, e o bloco Rússia-China, por outro. O abandono, por Washington, do Tratado de Mísseis de Médio Alcance (INF) e o anúncio de próximas conversações a três põe fim aos anos de incerteza que temos vindo a viver. A situação faz regressar a Europa Ocidental e Central ao estatuto da primeira guerra fria: o de um campo de batalha. Com o ámen da União Europeia.
As perspectivas económicas europeias traçadas pela FocusEconomics, uma das empresas líderes de previsões macroeconómicas na Europa, apontam para um ano de 2019 de estagnação. E os horizontes para 2020 não são melhores, além de dependerem de muitos "ses". Se alguma coisa correr mal em termos de Brexit, guerra comercial de Trump contra a China ou ameaças contra o Irão, a recessão será inevitável.
Com a designação de Boris Johnson como primeiro-ministro britânico, a vertente anglo-saxónica que gere imperialmente o neoliberalismo globalista fica nas mãos de populistas nacionalistas com vocações racistas e fascistas. É uma alteração qualitativa que deve ser lida em bloco tanto mais que, se o Brexit se consumar, o Reino Unido ficará ainda muito mais interdependente de Washington. Pelas suas características histeriónicas, Boris Johnson vem acrescentar um nível mais elevado de imprevisibilidade a uma situação onde avulta um Trump dramaticamente imprevisível. Estará o mundo, sob o império, à beira de um salto no desconhecido?
As forças israelitas de ocupação iniciaram na segunda-feira, 22 de Julho, uma nova fase de destruição de casas de habitação palestinianas em Jerusalém Leste e de expulsão dos respectivos moradores. A anexação avança, a limpeza étnica continua. Desconhece-se qualquer tomada de posição efectiva da ONU e do respectivo secretário-geral contra esta violação do direito internacional, num quadro de constante desrespeito pelos direitos reconhecidos dos palestinianos.
O reforço da Informação Independente como antídoto para a propaganda global.
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