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O PETRÓLEO, O MÉDIO ORIENTE E A GUERRA CIVIL CAPITALISTA

Estimado leitor, se lhe disserem que os Estados Unidos são autossuficientes em hidrocarbonetos e não precisam do petróleo do Médio Oriente, não acredite. A guerra sem fim montada pelo Pentágono através de toda a região e algumas extensões geográficas tem a ver com fontes de energia, o controlo das suas reservas, produção e distribuição. Portanto, o que tem acontecido nas últimas semanas, por exemplo a simultaneidade da desestabilização do Iraque e do Irão e a nova fase da guerra na Líbia tem, e muito, a ver com isso.

TRUMP AO IRAQUE: AS TROPAS OU AS RECEITAS DO PETRÓLEO?

A administração Trump ameaça bloquear a principal conta bancária através da qual o Iraque movimenta as receitas do comércio petrolífero se Bagdade mantiver a exigência de retirada das tropas norte-americanas. Esta é uma das sanções económicas a que os Estados Unidos estão dispostos a recorrer para que não se cumpra a decisão do Parlamento iraquiano contra a ocupação militar.

OS SEGREDOS DO TERROR DE WASHINGTON CONTRA O IRAQUE

Um discurso do primeiro ministro do Iraque no Parlamento, que os Estados Unidos tentaram silenciar, revelou que as manifestações das últimas semanas no país e o assassínio do general Soleimani estão interligadas e foram motivadas, em grande parte, pela assinatura de um acordo económico mutuamente vantajoso entre Bagdade e a China. Um acordo que pôs fim à chantagem norte-americana de só aceitar reconstruir infraestruturas no país recebendo metade das receitas do petróleo iraquiano. Trump exigiu ao governo que rescindisse o acordo; o primeiro-ministro rejeitou. A partir daí passou a valer tudo, incluindo assassínios e ameaças de morte, como a seguir se revela.

DUAS SEMANAS QUE ARREPIARAM O MUNDO

Antes que a enxurrada de desinformação produzida pela comunicação social corporativa mistifique a história oficial destes dias de guerra, caos e ilegalidade na cena internacional é altura de descodificar a cadeia de acontecimentos para que seja possível distribuir responsabilidades e invalidar mentiras. Se os Estados Unidos da América, como é habitual e natural, sobressaem como os artífices de uma trama que ameaça o planeta, é importante notar que o “nosso mundo civilizado”, com a NATO e a União Europeia à cabeça, não fazem figura de inocentes. Aliás, nem o governo da República Portuguesa se salva.

EFEITOS DA CONSPIRAÇÃO DE LISBOA À VISTA NO IRAQUE

O novelo continua a desenrolar-se. As últimas notícias de que o Pentágono tenciona reforçar os seus contingentes de tropas no Iraque e no Koweit e as declarações de Donald Trump no sentido de obrigar o Irão a pagar “um preço muito alto” pelos mais recentes acontecimentos em território iraquiano desvendam a entrada numa nova fase da guerra dos Estados Unidos e Israel contra Teerão. Os resultados da recente reunião conspirativa de Lisboa começam a aparecer.

TRUMP ORGANIZA PILHAGEM DO PETRÓLEO SÍRIO

O secretário norte-americano da Defesa, Mark Esper, afirmou numa conferência de imprensa que, apesar da anunciada retirada militar da Síria, tropas dos Estados Unidos ficarão estacionadas no Leste do país para “proteger” os campos de petróleo. Trump tinha dito:"talvez mais alguém queira este petróleo e, nesse caso, terá de submeter-se a um combate infernal".

LÍBANO: CHAVES DA CRISE E OS SUSPEITOS DO COSTUME

Há mais de uma semana que o Líbano é cenário de gigantescas manifestações de protesto e de motins provocados por grupos isolados que agem sob comando directo. É quase impossível circular, todas as estradas estão cortadas. O movimento estendeu-se rapidamente de Beirute ao resto do país. Presente na capital libanesa, o jornalista Thierry Meyssan apurou que não se trata de movimentações desencadeadas de forma espontânea. Considera que o grupo iniciador dos motins não aceita, de maneira nenhuma, a mudança do paradigma existente – tutelado por potências coloniais ocidentais, Israel e a Arábia Saudita. Quanto aos cidadãos libaneses propriamente ditos, tentam revoltar-se contra um sistema constitucional confessional que degradou a sociedade, alimenta crises sucessivas e de que estão prisioneiros.

A MÃO COLONIAL NOS DISTÚRBIOS IRAQUIANOS

As reivindicações dos manifestantes que tomam as ruas de Bagdade e outras cidades iraquianas são justíssimas num país deixado no caos económico pelos invasores e ocupantes. Já os interesses que os manipulam e os incitam à violência e à desestabilização total são os mesmos que querem montar uma espécie de “Primavera árabe”, desta feita para transformar o Iraque em mais uma frente da guerra dos Estados Unidos contra o Irão.

WASHINGTON À DERIVA EM BUSCA DA GUERRA

Numerosos analistas de inteligência e especialistas políticos citados por vários meios de comunicação social consideram que a administração Trump não tem qualquer prova séria do envolvimento do Irão nos ataques contra petroleiros no Golfo de Omã, pelo que demonstra estar “ansiosa por uma guerra” contra este país. Uma das provas é o facto de o secretário de Estado norte-americano, Michael Pompeo, atribuir agora ao Irão a responsabilidade por ataques cometidos há duas semanas pelos Talibã no Afeganistão.

JAPÃO DESMENTE WASHINGTON; POMPEO PREPARA A GUERRA

O proprietário do navio japonês atingido no Golfo de Omã assegura que a versão dos Estados Unidos contra o Irão "é falsa". Trump tenta a guerra à revelia do Congresso

EUA E ISRAEL PLANEIAM GUERRA CIVIL NO LÍBANO

Israel e os Estados Unidos têm projectos para desencadear uma guerra civil no Líbano que conduza ao desmantelamento do Hezbollah. O plano já chegou às mãos do presidente libanês

AS FALÁCIAS TRÁGICAS DA GUERRA E DO TERRORISMO

O segredo para combater o terrorismo não é enviar mais tropas fingir que o combatem; é deixar de financiá-lo e armá-lo.

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