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Os Estados Unidos contam com o colaboracionismo da Grécia para ocupar militarmente o porto de Alexandroupolis, na região da Trácia Ocidental, como forma de bloquear a ligação marítima entre o Mediterrâneo e o Mar Negro a países que “têm interesses diferentes dos nossos”, designadamente a Rússia e a China. Uma arma na “geopolítica da energia” e mais um foco de provocações militares em perspectiva.
A União Europeia está cada vez mais confrontada com o fracasso da sua estratégia de terceirizar a política de refugiados em troca de avultadas somas de dinheiro para que outros países travem as entradas no continente e não permitam assim que seja perturbado o “modo de vida europeu”, segundo a terminologia estabelecida pela nova presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A recente mudança de posição da Turquia agravou a situação nessa matéria.
A esmagadora maioria dos cidadãos europeus defende a neutralidade da União Europeia no caso de deflagrarem conflitos armados entre os Estados Unidos e a Rússia ou a China. Esta não é a única matéria em que existe dissonância absoluta entre as políticas de Bruxelas e a vontade dos cidadãos, mas revela até que ponto as instâncias não-eleitas da União Europeia estão distantes da opinião dos cidadãos e, por consequência, do respeito pela democracia.
A quinta edição do Fórum Económico Oriental, que decorreu em Vladivostoque, demonstrou que o multilateralismo e a cooperação mutuamente vantajosa são possíveis mesmo entre nações que têm um passado – e até um presente – de antagonismo. No Extremo Oriente, sob a égide da Rússia, várias nações asiáticas enviaram esta mensagem ao mundo – a de que uma nova ordem internacional é possível - significativamente ignorada pelos meios de comunicação mainstream.
O inferno, caso exista, está repleto de presidentes e primeiros-ministros bem-intencionados, mas que, em algum momento da vida, defenderam, com sincera emoção, a existência de unicórnios, fadas e duendes. É mais ou menos o que acontece actualmente quando o assunto é o comportamento de países europeus em relação à desflorestação e às queimadas em território brasileiro.
O orgulho empresarial e comercial dos impérios armamentistas traiu a NATO. A norte-americana Lockheed Martin, fabricante dos sistemas ditos “defensivos” Aegis (o famoso "escudo defensivo"), informa nos documentos alusivos que os seus equipamentos estão em condições de lançar mísseis de qualquer tipo, defensivos e ofensivos, de médio e de mais longo alcance, aptos nomeadamente para “ataques contra objectivos terrestres”. Cai por terra a mais mítica e fantasista tese de propaganda da NATO: a de que a aliança apenas se “defende”.
Os pouco mais de cem refugiados que penavam à deriva no Mediterrâneo a bordo do barco “Open Arms” desembarcaram, finalmente, em Lampedusa, Itália. Cem refugiados, cem vidas salvas à condição, mas uma parcela ínfima de um drama que persiste mesmo quando a comunicação social domesticada não dá por ele. A embarcação, porém, foi apresada: parece que salvar vidas é crime.
Os secretários de Estado e da Defesa dos Estados Unidos, Michael Pompeo e Mark Esper, e o secretário-geral da Nato, Jens Stoltenberger, estiveram na Austrália nos primeiros dias de Agosto para programarem a entrada deste país na Aliança Atlântica. O território australiano, de acordo com as intenções dos visitantes, deverá receber mísseis nucleares de médio alcance apontados à China
Uma viagem ao mundo da “estratégia de comunicação” da União Europeia e respectivas emanações é uma experiência indispensável para confirmar os indícios de que os dirigentes europeus convivem cada vez mais desconfortavelmente com a liberdade de opinião. Na verdade, como ilustra essa incursão, já encaram a informação como propaganda, o contraditório como um abuso e a liberdade como um delito. Está aberto o caminho para a imposição da opinião única, em que se baseiam todas as formas de censura, desde a dos coronéis à dos “fact-checkers” contratados a peso de ouro por Bruxelas.
É um velho segredo de polichinelo. Mas é também uma das mais fantasiosas negações da Aliança Atlântica: bombas nucleares estão armazenadas, violando o direito internacional, em Itália, na Alemanha, na Bélgica, na Holanda e na Turquia. Por engano, um membro da Assembleia Parlamentar da NATO escreveu-o num relatório - imediatamente retirado.
O reforço da Informação Independente como antídoto para a propaganda global.
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