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O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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CORONAVÍRUS TEM ESTRUTURA MANIPULADA

Prof. Anand Ranangathan, chefe da equipa indiana que detectou a manipulação do coronavírus 2019-nCoV

2020-02-22

Cientistas indianos da Universidade de Nova Deli detectaram que o coronavírus surgido na China tem uma estrutura única na qual é possível perceber a manipulação com vírus HIV. A descoberta está contida numa pré-publicação – ainda não revista por outros cientistas – das investigações que efectuaram sobre o 2019-nCoV. Entretanto, outros especialistas recordam que o tratamento com medicamentos contra o HIV de doentes vítimas da epidemia na China tem registado alguns êxitos. Apesar dos condicionalismos existentes ainda em torno da investigação indiana, mas tendo a certeza de que o assunto não cabe na comunicação social corporativa, O Lado Oculto faz eco desta informação para que seja integrada no quadro dos dados a reter sobre o grande e necessário debate em torno do 2019-nCoV como eventual criação humana. 

Viktor Mikhin*, New Eastern Outlook/Adaptação de O Lado Oculto

Notícias chocantes que chegam da Índia são suficientes para provocar calafrios. Um professor, Anand Ranangathan, e colegas seus de Biologia Molecular da Universidade Jawaharlal Nehru, de Nova Deli, fizeram uma pré-publicação (ainda não revista pelos seus pares) das investigações efectuadas sobre o novo coronavírus (2019-nCoV) surgido na China. Detectaram uma possível ligação entre este vírus e outros coronavírus conhecidos e semelhantes circulando em animais (como morcegos e cobras), mas encontraram inserções comparáveis ao vírus HIV (sida) no 2019-nCoV.

Nenhum outro coronavírus bem investigado possui uma estrutura como esta. Os seus estudos sugerem, portanto, a possibilidade de o vírus poder ter sido projectado no âmbito da guerra biológica.

À luz destes desenvolvimentos recentes parece oportuno lembrar que está em andamento entre os Estados Unidos e a China uma guerra comercial feroz. E no meio desse confronto, como que por efeito de uma varinha de condão, um surto de coronavírus desencadeou-se no território chinês, provocando enormes danos à economia do país e enfraquecendo consideravelmente a capacidade de Pequim na mesa das negociações. 

A agência financeira Bloomberg informou que as acções de empresas chinesas baixaram abruptamente quando os mercados abriram depois do encerramento de dez dias no período do Ano Novo Chinês, uma queda atribuída ao surto de coronavírus. Os valores das acções das empresas de telecomunicações, tecnologia e de indústrias extractivas continuam a descer; os contratos futuros de petróleo, minério de ferro e metais ferrosos desvalorizaram-se 7%, 6,5% e 6%, respectivamente. Fang Rui, director administrativo da Xangai WuSheng Investment Management Partnership, disse que “muitas pessoas nunca passaram por situações como as actuais, pelo que é natural quererem dinheiro quando sentem que a sua saúde corre riscos”. 

Ampla distribuição de laboratórios

Ainda antes do surto de coronavírus muitos especialistas vinham alertando para o facto de Washington, em mais uma violação do direito internacional, estar a desenvolver activamente armas biológicas nos seus vários laboratórios existentes nos Estados Unidos e no estrangeiro. Em Novembro passado, o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev, certamente bastante inteirado sobre o assunto, deu o alarme e descreveu as principais ameaças à segurança de muitas nações do mundo. Uma secção do seu artigo então publicado abordou a existência de políticas para fomentar as divisões na CEI (Comunidade de Estados Independentes) e na CSTO (Organização do Tratado de Segurança Colectiva) e focou especificamente da criação de laboratórios norte-americanos em países da CEI. “Particularmente importantes são as actividades do Pentágono para criar laboratórios biológicos em todo o mundo, em primeiro lugar nos países da CEI, com o objectivo de estudar doenças infecciosas mas que podem ser utilizados para desenvolver armas biológicas”, escreveu Patrushev. Posteriormente conheceram-se relatos segundo os quais mais de 200 laboratórios biológicos dos Estados Unidos estão a operar em todo o mundo. E alguns situam-se em países como o Azerbaijão, a Arménia, a Geórgia, o Casaquistão, a Moldávia, o Uzbequistão e a Ucrânia.

Nos seus comentários sobre as investigações conduzidas pelos cientistas indianos da Universidade de Nova Deli, Igor Nikulin, ex-consultor da Comissão das Nações Unidas sobre armas químicas e biológicas, salientou que equipas médicas da China começaram a tratar pessoas infectadas pelo novo coronavírus com medicamentos de combate ao HIV e tiveram algum êxito. Numa entrevista ao jornal Moskovski Komsomolets, Nikulin explicou que o 2019-nCoV é uma versão “armadilhada” do coronavírus, não existindo qualquer dúvida de que foi projectado com objectivos específicos

A principal pergunta que se coloca é a de saber quem beneficia do facto de uma epidemia colocar uma nação tão poderosa como a China quase fora de controlo. Se recordarmos a famosa táctica do “altamente provável” usada sem cerimónia pela ex-primeira-ministra britânica Theresa May para associar o suposto envenenamento dos membros da família Skripal à Rússia, então a resposta à pergunta é óbvia: “o surto causado pelo novo coronavírus (2019-nCoV) que atinge a China provavelmente favorece os Estados Unidos”. E quanto pior for a situação para Pequim, melhor para Washington, principalmente porque, por enquanto, as perspectivas para debelar a epidemia parecem sombrias.

Trump, o vidente

Empresas norte-americanas instaladas na China, como a Apple e a Starbucks – que tem no território chinês o seu segundo maior mercado, a seguir ao dos Estados Unidos – estão a sofrer alguns danos directos relacionados com a epidemia. Ainda assim, e por alguma razão, a parte norte-americana não parece verdadeiramente preocupada com o surto. Afinal a Apple tinha sido aconselhada pelo próprio presidente Donald Trump a transferir as suas instalações de produção para os Estados Unidos logo no início do impasse comercial entre Washington e Pequim. Dá até a sensação de que o presidente dos Estados Unidos foi capaz de ler o futuro, como um vidente.

É oportuno lembrar que os Estados Unidos já recorreram anteriormente a armas químicas. Durante a guerra do Vietname, os agressores norte-americanos espalharam cerca de 72 milhões de litros do herbicida desfolhante “Agente Laranja”; cerca de 44 milhões de litros do produto foram contaminados com TCDC, um poluente orgânico resistente que ao penetrar no corpo humano através da ingestão de alimentos ou bebidas provoca problemas graves no fígado, no sangue, defeitos congénitos e danos sérios durante a gravidez. Dezenas de milhares de vietnamitas morreram depois de terminada a guerra devido ao efeito a longo prazo desse tipo de arma. Calcula-se que cerca de 4,8 milhões de pessoas foram afectadas pela disseminação do produto químico, incluindo três milhões de vítimas directas do desfolhante.

O exemplo da Alemanha

O actual surto de coronavírus e a maneira manipulada como os media corporativos o têm tratado já provocaram enormes danos não apenas à economia da China mas também de muitas outras nações do mundo. Voos cancelados, produções interrompidas, certames comerciais suspensos ou sem afluência – são muitas as mudanças de planos impostas às empresas. A súbita diminuição do tráfego aéreo de e para a China não reduziu apenas as receitas das companhias e dos aeroportos; causou também prejuízos sérios a empresas de múltiplas esferas da economia. O presidente do grupo Banco Mundial, David Malpass, alertou para o facto de a economia global dever preparar-se para “desacelerar mais do que o calculado previamente”, pelo menos no primeiro semestre de 2020. Além disso, são muitas as empresas que se vêem obrigadas a alterar as suas rotas logísticas com base nas condições actuais.

Por exemplo, o coronavírus tem sido, até ao momento, mais perigoso para a economia da Alemanha do que para o povo alemão. Com os voos da Lufthansa cancelados de e para a China, a indústria de viagens alemã perde os seus clientes chineses e as empresas alemãs interromperam a produção em território chinês. O turismo chinês é muito importante para a Alemanha: os viajantes oriundos do grande país do Oriente são os segundos do mundo em termos de despesas em viagens e estadias na Alemanha. Dados divulgados pela comunicação social germânica revelam que os viajantes chineses gastam anualmente cerca de seis mil milhões de euros em transportes, estadias, alimentação e compras na Alemanha.

Recentemente, o jornal alemão Handelsblatt concluiu que Donald Trump é uma força destrutiva e que três anos da sua presidência foram suficientes para minar a ordem mundial e a confiança em instituições internacionais como a Organização Mundial de Comércio, por exemplo. E será que na lista de danos gerados pelo actual presidente norte-americano pode inserir-se os que estão a ser provocados por uma eventual guerra biológica contra um país que muito se tem destacado como seu rival?

*Membro correspondente da Academia Russa de Ciências Naturais


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