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GOLPE DE WASHINGTON NA BOLÍVIA: AS PROVAS

O general Kaliman, que “sugeriu” a demissão de Morales, vive agora nos Estados Unidos e foi agraciado com um milhão de dólares; a CIA, a Embaixada norte-americana em La Paz e empresas contratadas minaram as redes sociais com vagas de fake news para provocarem a agitação social; dinheiro e armas com origem em Washington choveram em Santa Cruz, o epicentro fascista da conspiração; funcionários da Embaixada compraram votos rurais e coordenaram a acção com colegas do Brasil, Paraguai e Argentina; os conspiradores estiveram em contacto directo com os mesmos senadores dos Estados Unidos envolvidos nos golpes de Guaidó contra a Venezuela. Estes e outros factos, designadamente o papel da OEA, comprovam a condução norte-americana do recente golpe de Estado fascista na Bolívia.

GUERRAS DO LÍTIO MOVEM A GEOPOLÍTICA

Golpe de Estado na Bolívia, manobras políticas no Chile que contrariam os objectivos das manifestações populares, intriga política imperial na Austrália, guerras comerciais. Trata-se de acontecimentos que, normalmente, são lidos de forma autónoma com base em incidências locais ou regionais. Porém, não podem ser convenientemente interpretados se não forem observados à luz de manobras geopolíticas de carácter global relacionadas com um novo combustível estratégico, capaz de rivalizar em importância com o petróleo: o lítio. Sem ele não se fabricam as baterias para a indústria de veículos eléctricos, em explosão, e dos mais correntes gadets, a começar pelos telemóveis.

CHILE, OU A ARTE DE ENGANAR O POVO

O tão aclamado acordo entre o governo e quase toda a oposição no Chile - com excepção de comunistas e humanistas - não garante a elaboração democrática de uma Constituição que rompa com o modelo neoliberal imposto pela férrea ditadura de Pinochet. O acordo não garante mesmo a elaboração da Constituição por uma assembleia constituinte totalmente eleita por voto directo. E reserva a exigência de aprovação da Carta por dois terços dos constituintes, entregando as decisões essenciais do país ao veto dos mesmos de sempre. Assim se engana um poderoso e genuíno levantamento popular.

GOLPE ESCONDIDO COM TUDO DE FORA

A Bolívia já tem o seu Guaidó. Aliás, uma. Chama-se Jeanine Añez e autoproclamou-se presidente da República depois de se autoproclamar presidente do Senado numa sessão sem quórum. Diz-se que tudo decorreu segundo a Constituição. Diz-se até que todo o golpe que destituiu o presidente eleito com mais de 47% dos votos, Evo Morales, foi “de acordo com a Constituição” e em nome da “democracia”. Portanto, o golpe não foi um golpe, apesar do terrorismo e dos pronunciamentos militares, porque deu os resultados que os “democratas” pretendiam: para já, entronizar uma usurpadora.

CHILE: NADA VOLTARÁ A SER COMO ANTES

Muitas pessoas pensaram que se tratava de mais uma manifestação de estudantes do ensino secundário que, sob a palavra de ordem “evadir, não pagar, outra forma de lutar”, se revoltavam contra novo aumento das tarifas do metropolitano de Santiago do Chile, o quarto em menos de dois anos. A acção dos estudantes foi reprimida brutalmente, como é característica da polícia chilena. Mas o movimento foi retomado pouco depois por milhares e milhares de passageiros que, indignados com a repressão, começaram a atacar e a incendiar várias estações de metro. É impressionante o que aconteceu a seguir.

MOVIMENTO POPULAR RETOMA INICIATIVA NA BOLÍVIA

Respondendo a uma ofensiva da direita conduzida pelos Estados Unidos, em 2018 o movimento transformador boliviano retomou a iniciativa, mobilizado por nova candidatura de Evo Morales

A DITADURA DE MACRI E O ASSALTO À AMÉRICA LATINA

Macri chefia um governo de ocupação na Argentina. Age como um exército inimigo, varre os direitos básicos dos cidadãos, vende o país ao capital transnacional

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