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Já é degradante para o prestígio interno e internacional de um país acolher na sua capital uma reunião conspirativa de dois sociopatas mundiais como são o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o secretário de Estado norte-americano da Administração Trump, Michael Pompeo. O facto de o primeiro-ministro, António Costa, receber ambos os fora-de-lei transforma o caso numa situação trágica, porque expõe directamente o país às consequências do previsível agravamento da instabilidade global decorrente destes encontros. Afinal o espírito belicista da Cimeira das Lages – que afundou o Médio Oriente na crise de guerras sucessivas em que se encontra – continua bem vivo nos governantes portugueses. Depois de Barroso, cabe aos socialistas interpretar a segunda temporada.
As sanções económicas impostas pela União Europeia a reboque dos Estados Unidos, por exemplo contra a Rússia, estão a virar-se contra os Estados membros e acarretam perdas de dezenas de milhares de milhões de euros, de acordo com vários estudos realizados sobre o assunto. A armadilha é ainda mais perversa porque, de acordo com as mesmas fontes, os Estados Unidos não forçam as suas empresas a vincular-se a muitas das sanções, provocando uma evidente viciação da concorrência. Bruxelas marca golos na própria baliza para se submeter a Washington: a economia da União é atingida de vários lados e os resultados estão à vista.
O gasoduto Nord Stream 2 recebeu finalmente luz verde do governo da Dinamarca, pelo que pode estabelecer-se a ligação do sector final a Lubmin, na Alemanha, concluindo-se o projecto. A decisão do governo dinamarquês foi tomada com pouca vontade, devido às pressões norte-americanas em contrário e apesar de a obra passar por águas onde não suscita quaisquer preocupações ambientais. Ligando a Rússia à Alemanha, o projecto transporta gás natural para a Europa a preços muito mais acessíveis do que todas as opções disponíveis até ao momento, designadamente a importação de gás natural liquefeito (GNL) norte-americano, a mais dispendiosa - mas que é exigida por Washington através da ameaça de sanções.
Mais uma reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington. Desta feita, e pela primeira vez, os trabalhos iniciaram-se sob a direcção da nova presidente da instituição, a búlgara Kristalina Georgieva, a quem bastou atravessar a rua para assumir funções, pois antes estava na presidência do Banco Mundial. Sucedeu à francesa Christine Lagarde, que por acaso atravessou o oceano Atlântico para exercer funções de presidente do Banco Central Europeu (BCE). Continuamos a assistir a uma dança de cadeiras entre um punhado de burocratas entrando e saindo de elevadas posições.
A administração Trump atingiu um novo topo nos seus actos lesivos contra a economia e a sociedade venezuelanas ao ampliar à categoria de embargo as medidas coercivas e unilaterais contra a República Bolivariana. Uma medida que, segundo o jornal norte-americano Washington Post, consiste “num embargo económico total”.
As perspectivas económicas europeias traçadas pela FocusEconomics, uma das empresas líderes de previsões macroeconómicas na Europa, apontam para um ano de 2019 de estagnação. E os horizontes para 2020 não são melhores, além de dependerem de muitos "ses". Se alguma coisa correr mal em termos de Brexit, guerra comercial de Trump contra a China ou ameaças contra o Irão, a recessão será inevitável.
Passou quase despercebida, mas a cimeira informal realizada em Osaca entre os presidentes da China, da Índia e da Rússia permitiu um acerto de posições e perspectivou a consolidação a curto prazo de trabalho conjunto que já vem de trás. Exigência para reforço da Organização Mundial de Comércio, modalidades de pagamentos internacionais, incluindo militares, feitas de maneira a contornar o dólar e outras acções internacionais conjugadas são razões de pesadelo para Trump. O RIC tem uma zona de influência que envolve praticamente metade da população mundial e abana o globalismo unilateralista.
Depois de se ter retirado unilateralmente do acordo nuclear com o Irão no ano passado, a Casa Branca anunciou em Abril que o seu objectivo é “levar as exportações iranianas a zero”. Para tentar que isso aconteça, Washington deixou de permitir que países como a Índia, a China, o Japão, a Turquia e a Coreia do Sul importem petróleo iraniano: os Estados Unidos ditam a países soberanos com quem podem negociar.
O reforço da Informação Independente como antídoto para a propaganda global.
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