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O mundo da política nos Estados Unidos da América, que serve de padrão a todas as “democracias”, está abaixo de lixo. Os principais arautos da comunicação corporativa servem-se agora de “fugas anónimas” para acusar a Rússia de pagar aos Talibã para matarem soldados norte-americanos no Afeganistão – e assim conseguirem um dois em um: intervir nas eleições presidenciais impondo uma tónica militarista e armadilhar as possibilidades de paz, fazendo a vontade ao Pentágono. Montadas as “fugas” sem qualquer prova, abundam as hipóteses de se tratar de uma nova versão do fracassado “Russiagate”, que fazia de Trump um “agente de Moscovo”. A “democracia” que se vai usando em todo o mundo e a comunicação dominante que se pratica têm, sem dúvida, uns bons mestres.
Existem muitos apoiantes influentes da guerra nuclear e alguns deles afirmam que o uso de armas de “baixo rendimento” e/ou de curto alcance pode ser assumido sem o risco de uma escalada para o Armagedão total. De certa forma, o seu argumento é comparável ao do grupo de optimistas de olhos em alvo que pensavam, aparentemente a sério, que poderia haver qualquer coisa como “rebeldes moderados”.
Em Março, cerca de 7500 efectivos de combate norte-americanos viajam para a Noruega, onde se juntarão a milhares de soldados de outros países da NATO numa imensa batalha simulada contra forças “invasoras” russas. Neste empenhamento com carácter futurista – que tem o nome de Cold Response (Resposta Fria) 2020 – as forças aliadas “realizarão exercícios multinacionais conjuntos num cenário de combate de alta intensidade em exigentes condições de Inverno”, explicam os militares noruegueses. À primeira vista parece ser mais um dos jogos de guerra da NATO mas, pensando melhor, o Cold Response 2020 nada tem de comum. Em primeiro lugar, é encenado acima do Círculo Polar Ártico, longe de qualquer anterior campo de batalha tradicional da NATO; e eleva para um novo nível a possibilidade de um conflito de grandes dimensões que pode terminar num confronto nuclear e na aniquilação mútua. Bem-vindos, por outras palavras, ao mais novo campo de batalha da Terceira Guerra Mundial.
O reforço da Informação Independente como antídoto para a propaganda global.
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