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É POSSÍVEL SAIR DA UNIÃO EUROPEIA

Chegou o dia. É hora de consumar o Brexit, um movimento que contraria o dogma tácito totalitário instituído pelos eurocratas de que “da União Europeia não se sai”. Verifica-se agora que sair é possível, embora a duras penas, sob enxovalhos da democracia, neste caso contra os desafiadores britânicos como se deduz ainda dos tons ameaçadores usados nas últimas horas pelas instituições de Bruxelas em relação aos 11 meses do período de transição. A situação colonial da Irlanda do Norte vai ser explorada pelo federalismo europeísta no capítulo que se segue, dentro da estratégia de transformar o Brexit num processo exemplar a não seguir por qualquer outro Estado membro.

A NATO E A DIGNIDADE NACIONAL PERDIDA

Os exemplos sucedem-se, soltam-se do discurso oficial, passam pela comunicação social sem o menor sobressalto crítico e entranham-se na opinião pública como a mais inócua banalidade. Portugal já não governa os portugueses, o governo português delegou as decisões fulcrais sobre o destino dos portugueses em entidades, interesses e pessoas que não querem saber dos portugueses para nada a não ser como mão-de-obra barata ou membros de destacamentos armados envolvidos em policiamento colonial e guerras imperiais. A dignidade nacional esvaiu-se e chega perversamente a ser confundida com nacionalismo e populismo quando alguém ousa criticar o federalismo e a subserviência aos mecanismos imperiais.

UCRÂNIA, O EXEMPLO DA CORRUPÇÃO POLÍTICA OCIDENTAL

São frequentes os episódios em que as circunstâncias se alinham para ilustrar o lamaçal em que funciona, nos dias de hoje, a política que nos é servida como padrão da democracia. Porém, talvez nenhum seja tão completo e revelador do que o suscitado pelo recente telefonema do presidente dos Estados Unidos ao presidente da Ucrânia pedindo-lhe para investigar as actividades ucranianas do anterior vice-presidente dos Estados Unidos.

URSULA VON DER LEYEN CONFIRMADA POR UM TRIZ

Salvou-se por nove votos. A ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, tornou-se presidente da Comissão Europeia mas os membros do Parlamento Europeu limitaram-se a confirmar por nove votos a escolha feita antecipadamente pelos eurocratas da União. Na realidade, o bloco federalista estilhaçou-se e garantiu à direitista alemã apenas 383 votos dos 747 membros em exercício do Parlamento, o que significa a deserção de 86 membros da maioria institucional que a designou: extrema-direita dos Conservadores e Reformistas (ECR), direita e extrema-direita do Partido Popular Europeu (PPE), neoliberais assumidos (Europa Renovada) e Socialistas & Democratas.

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