O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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OS PLANOS DE WASHINGTON PARA FAZER AQUECER O ÁRTICO

Uma das indicações mais bizarras de que Trump está interessado no Ártico aconteceu há um ano, quando o presidente dos Estados Unidos afirmou que gostaria de comprar Gronelândia, um vasto território insular que é uma região autónoma da Dinamarca. A ilha tem aproximadamente a mesma dimensão da Arábia Saudita, um pouco menor que a da Índia, e alberga uma base do Pentágono em Thule, a qual, entre outras coisas, “é a base militar norte-americana mais ao Norte e a única instalação desse tipo ao Norte do Círculo Polar Ártico”, como nos diz a Defense News.

NATO CERCA E PROVOCA A RÚSSIA NO ÁRTICO

Em Março, cerca de 7500 efectivos de combate norte-americanos viajam para a Noruega, onde se juntarão a milhares de soldados de outros países da NATO numa imensa batalha simulada contra forças “invasoras” russas. Neste empenhamento com carácter futurista – que tem o nome de Cold Response (Resposta Fria) 2020 – as forças aliadas “realizarão exercícios multinacionais conjuntos num cenário de combate de alta intensidade em exigentes condições de Inverno”, explicam os militares noruegueses. À primeira vista parece ser mais um dos jogos de guerra da NATO mas, pensando melhor, o Cold Response 2020 nada tem de comum. Em primeiro lugar, é encenado acima do Círculo Polar Ártico, longe de qualquer anterior campo de batalha tradicional da NATO; e eleva para um novo nível a possibilidade de um conflito de grandes dimensões que pode terminar num confronto nuclear e na aniquilação mútua. Bem-vindos, por outras palavras, ao mais novo campo de batalha da Terceira Guerra Mundial.

NASCEU O NEOLIBERALISMO CLIMÁTICO

Salvar o planeta! Ora aí está uma causa nobre, por certo não fracturante, à medida do mainstream, padronizada segundo as normas da opinião única, enfim polémica quanto baste porque os seus opositores são encabeçados por figuras que estão de passagem, como Donald Trump, por certo uma excepção na tão recomendável classe bipartidária e monolítica dos Estados Unidos da América. Atentemos nos casos de Obama, de Hillary Clinton, consabidamente tão amigos do planeta e do ambiente.

COMPRAR A GRONELÂNDIA NÃO É UMA PIADA

A ideia de Trump sobre a compra da Gronelândia é para levar a sério. Grandes operações, mesmo as que são aparentemente mais bizarras, podem começar com balões de ensaio como este. A Gronelândia não é um iceberg em águas árcticas: é uma vasta ilha com importância estratégica - sobretudo com a retirada norte-americana do Tratado INF - que tem importantes riquezas naturais, entre elas petróleo, gás natural e metais terras raras. Sendo que as preocupações sobre as sensibilidades ambientais, árcticas ou outras, não costumam travar Trump. A Gronelândia é um território autónomo da Dinamarca e que não integra a União Europeia. Poderá ou quererá Copenhaga evitar o negócio se Washington, muito à sua maneira, insistir nele?

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