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O efeito Khashoggi paira como uma tempestade sobre o mundo. As ameaças de sanções contra a Arábia Saudita que vão sendo proferidas vagamente por países ocidentais já têm resposta de Riade. "Todo o insulto tem que ser vingado", proclama a tradição dos beduínos do deserto, que pode converter-se em petróleo a 200 dólares por barril e outras medidas capazes de fazer tremer a ordem estabelecida. Centenas de milhares de mortes depois, os países que se consideram civilizados podem agora avaliar o preço da sua permanente cumplicidade com um regime criminoso desde sempre, não apenas agora que matou Jamal Khashoggi.
A União Europeia vai pagar pelo menos 100 milhões de euros a uma empresa de mercenários pela segurança das suas instalações em Cabul, Afeganistão, um país ocupado pela NATO. Os principais grupos mundiais ditos de "segurança privada", instrumentos cada vez mais influentes no processo de privatização da guerra, candidatam-se ao bolo. Mais uma dupla tributação para os contribuintes europeus: além de financiarem a NATO são obrigados a pagar pelo que a NATO deve fazer e não faz.
Jogo aberto, sem eufemismos nem exercícios semânticos. O discurso do presidente dos Estados Unidos na Assembleia Geral da ONU regressou àquela que é a estratégia de sempre do Pentágono, pelo menos há dez anos: derrubar o governo da Síria, apear "o carniceiro de Damasco" - parafraseando Trump. Nada de "revoltas populares", ou "primaveras árabes" ou inexistentes distinções entre terroristas "moderados" e "radicais". Guerra de agressão para mudar um regime e fazer com que a Síria siga o caminho do Iraque ou da Líbia. Nada mais. Porém, neste caso, procurar consumar o objectivo significa entrar em confronto com a Rússia. Estaremos então perante uma situação de guerra com amplitude e consequências incalculáveis. Agora ficou claro: os países que insistirem em manter-se associados a Washington na chamada "coligação internacional" já sabem ao que vão.
O reforço da Informação Independente como antídoto para a propaganda global.
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