O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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GOVERNO HOLANDÊS ESCONDE APOIO AO TERRORISMO

O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, admitiu que interveio pessoalmente para obstruir as investigações parlamentares sobre o envio de milhões de euros de dinheiro público para grupos terroristas que actuam na guerra contra a Síria. Este novo capítulo sobre o envolvimento do governo de Haia na operação terrorista que flagela o povo e o território sírios desde 2011 demonstra a hipocrisia flagrante das políticas da Holanda e, por extensão, da União Europeia, sobre o alegado “combate ao terrorismo” e a protecção dos direitos humanos.

UM ASSUSTADOR DUELO DE SOCIOPATAS

É comum ouvir dizer que Donald Trump não aceitará os resultados das eleições norte-americanas de terça-feira no caso de não lhe serem favoráveis. O que frequentemente se omite é que acontece exactamente o mesmo do lado democrata, onde Hillary Clinton apela a retomar a Casa Branca através de qualquer meio e em quaisquer circunstâncias. Intenção poucas vezes recordada porque é “politicamente correcto” ser-se democrata ou porque a vantagem atribuída pelas sondagens vai esfumando esse cenário. Seja como for, não está garantido que as eleições sejam pacíficas, democráticas e conclusivas no país que pretende ser a luz da democracia. Um país onde a escolha dos eleitores - mas com repercussões em todo o mundo – está restringida a dois sociopatas, ambos carregando assassínios além-fronteiras às suas costas. Estas eleições não seriam, portanto, um caso de política mas sim de polícia se o mundo estivesse nas mãos de gente docente. Mas não: os sociopatas é que mandam – um ou outro, escolha o leitor se conseguir ou achar que neste cenário ainda há lugar para o mal menor.

POR DETRÁS DE UMA GUERRA RESSUSCITADA

Milhares de mercenários islâmicos que têm combatido contra a Síria sob as chancelas da al-Qaida e do Estado Islâmico (ISIS ou Daesh) foram e estão a ser recrutados por empresas de segurança turcas e norte-americanas para acordarem da letargia de 25 anos o conflito de Nagorno-Karabakh entre a Arménia e o Azerbaijão. Tendo em consideração que o status quo regional e internacional da disputa se tem mantido mais ou menos inalterado no último quarto de século, que interesses estão por detrás do despertar da guerra? A declaração recente de um cessar-fogo é importante mas não garante que fique aberto o caminho para aproximar posições.

RÚSSIA TROCA AS VOLTAS ÀS SANÇÕES DE WASHINGTON CONTRA A SÍRIA

Na última semana de Setembro, a Rússia enviou uma significativa missão oficial a Damasco chefiada por “pesos pesados” como o representante do presidente Vladimir Putin, vice-primeiro-ministro Iuri Borisov, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, à frente de uma delegação económico-militar para preparar quarenta acordos com o governo sírio em todos os domínios importantes e que irão quebrar as sanções montadas pelos Estados Unidos e a União Europeia contra o país. Este passo é tanto mais importante porque surge como uma resposta ao agravamento das penalizações norte-americanas contidas na chamada “Lei César” e envia para Washington uma mensagem clara de que Moscovo não tenciona abandonar os seus aliados e os seus interesses no Médio Oriente.

A BRIGADA DOS FILANTROPOS

A filantropia está na moda. Não se trata apenas da tradicional caridadezinha, os que podem aos que precisam, mas de qualquer coisa muito mais grandiosa e assegurada por nomes sonantes da elite que nos governa à escala global, dir-se-ia que compadecidos das desigualdades gritantes, compungidos com as injustiças avassaladoras. Mergulham as mãos nos seus biliões e espalham uns trocos no apoio a causas fracturantes e que mobilizam a consciência de grande parte da humanidade. É certo que isso não os impede de serem cada vez mais ricos, antes pelo contrário, mas quem pode levar-lhes a mal? O mundo é assim!...

COLONIALISMO EM MARCHA, HOJE COMO ONTEM

Portugal e a Itália estão entre os países subcontratantes do Pentágono no Mediterrâneo e em África. Se bem que o Comando Africano dos Estados Unidos (AfriCom) permaneça ainda na Alemanha, Washington delegou uma parte das missões marítimas e todas as operações terrestres na Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Estónia, Noruega, Holanda, Portugal, Reino Unido, Suécia e República Checa, sob comando da França. A parte norte-americana conserva, bem entendido, o controlo das operações, designadamente por via aérea. Velhos e novos aparelhos coloniais em marcha, travestidos de “missões de paz”, actuam além-fronteiras para servirem interesses estratégicos e económicos. O exemplo de Itália.

O BANDITISMO COMO INSTRUMENTO DA ORDEM INTERNACIONAL

Elon Musk, dono da Tesla, um dos homens mais ricos do mundo, twittou tranquilamente, como quem anuncia que vai jogar ténis, que “daremos o golpe em quem quisermos”. E aconselhou: “lidem com isso”. As palavras foram escritas num contexto relacionado com o golpe fascista na Bolívia, que permitiu a Musk desbloquear o livre acesso às maiores reservas de lítio do mundo, essenciais para a parte gorda dos seus negócios, os acumuladores de energia.

O TERRORISTA "BOM", A NATO E O TRÁFICO DE ÓRGÃOS

Hashim Thaci, “presidente” do Kosovo, ia a caminho de Washington encontrar-se com Trump quando, após mais de dez anos de denúncias, chegou finalmente a notícia de que foi indiciado por crimes de guerra, entre os quais assassínios étnicos e tráfico de órgãos internos das vítimas. Deu meia volta e voltou para casa, aguardando o que acontecerá agora ao processo num tribunal especial de Haia. Thaci é há mais de duas décadas um peão fiel da estratégia NATO, dos Estados Unidos e da União Europeia que destruiu a Jugoslávia, amputou e devastou a Sérvia, assassinou dezenas de milhares de civis e voltou a “balcanizar” os Balcãs. Como chefe do Exército de Libertação do Kosovo, organização terrorista “islâmica” que instaurou um Estado mafioso no Kosovo, Hashim Thaci é, por assim dizer, um terrorista “bom”, um gangster do “lado certo”, um atlantista devoto. Com ele será julgada – caso o processo tenha continuidade - toda metodologia da NATO para limpeza étnica, ocupação e “independência” ilegal do Kosovo, incluindo o bombardeamento da Jugoslávia em 1999.

GUERRA MAIS SANÇÕES MAIS COVID-19 É IGUAL A GENOCÍDIO NA SÍRIA

A operação genocida montada pela administração Trump e o Conselho Europeu, em tempos de pandemia, contra a esmagadora maioria do povo da Síria passa entre os pingos da chuva da comunicação social corporativa e avança em todo o terreno sem que as Nações Unidas manifestem a menor intenção de travar a tragédia recaindo sobre pelo menos 17 milhões de pessoas.

TROPAS TURCAS DESAFIADAS POR ALIADOS NA SÍRIA

As tropas turcas presentes na província síria de Idlib estão a ser “desautorizadas” e desafiadas pelos grupos de “rebeldes moderados” que protegem, todos ligados à al-Qaida, empenhados em sabotar o acordo recentemente concluído em Moscovo entre os presidentes Erdogan e Putin.

TURQUIA E UE IGUAIS NO ÓDIO AOS REFUGIADOS

Turquia e União Europeia continuam a disputar um desumano jogo de ping-pong usando os refugiados provocados por guerras apoiadas tanto por Ancara como por Bruxelas. Outra vítima das circunstâncias é a Grécia, abandonada à sua sorte de ser obrigada a conjugar a austeridade, as punições financeiras internacionais e o facto de ser “armazém” de refugiados que o resto da União se recusa a acolher.

MAIS UMA PURGA NA CASA REAL SAUDITA

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman (MBS), está a proceder a uma nova e profunda purga na Casa Real prendendo vários príncipes sob a acusação de prepararem um golpe para o depôr.

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