O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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QUANDO O CAPITALISMO FINANCIA A “REVOLUÇÃO”

Os chefes da chamada “Comuna de Seattle”, uma das expressões decorrentes dos grandes protestos que atravessaram os Estados Unidos contra o assassínio pela polícia do cidadão negro George Floyd, pediram aos seguidores para desmontarem as tendas, regressarem a casa e apoiarem a campanha de Joe Biden e do Partido Democrata para as eleições presidenciais de Novembro. Terminou assim, nas mãos do sistema dominante, um mês de ira e revolta genuínas, na América e também na Europa, contra o racismo e, em alguns casos, contra o neoliberalismo em particular e o capitalismo em geral. Como era de prever, para que tudo continue na mesma – ou pior.

O RACISMO VEM NO PACOTE DO CAPITALISMO

A explosão social em curso nos Estados Unidos na sequência da execução policial e extrajudicial de George Floyd não é nova num país que nasceu do massacre organizado e sistemáticos dos povos indígenas do seu território. É a revolta de oprimidos, explorados, discriminados e excluídos por um sistema que não sabe – nem pode – funcionar de outra maneira: com base na violência e na intimidação.

WASHINGTON INSTAURA JUNTA DITATORIAL EM PORTO RICO

A decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos de validar a ditadura da Junta de Controlo imposta a Porto Rico, emitida horas antes de o presidente norte-americano ter anunciado a repressão militar dos protestos em curso, deixa esta colónia das Caraíbas em situação muito delicada e contribui para despertar uma história esquecida por muitos. A validação judicial da experiência de ditadura nesta colónia serviu de significativo preâmbulo do anúncio presidencial que iniciou formalmente o caminho para a substituição do regime democrático pela lei marcial para reger todo o território nacional dos Estados Unidos.

A ORDEM RACISTA GOVERNA OS ESTADOS UNIDOS

Na segunda-feira 25 de Maio, Dia dos Caídos nos Estados Unidos, George Floyd suplicava pela vida enquanto Derek Chauvin, agente da polícia de Minneapolis lhe esmagava o pescoço com um joelho contra o pavimento. “Por favor, por favor senhor agente! Não consigo respirar, não consigo respirar”, suspirava George Floyd com as mãos algemadas atrás das costas. As testemunhas dos acontecimentos pediram repetidamente a Chauvin que abrandasse a pressão, mas o agente continuou com o joelho enterrado no pescoço de Floyd. Um devastador vídeo de dez minutos registou este assassínio em câmara lenta, cada respiração mais débil que a anterior. Até que o corpo inerte de Floyd foi atirado para uma maca e transportado numa ambulância para o hospital, onde foi declarada a morte.

ANIQUILAR A PALESTINA, RIDICULARIZAR A ONU

A “Visão de Paz” estampada por Donald Trump e Benjamin Netanyahu em 28 de Janeiro como “solução” para o problema israelo-palestiniano não trouxe surpresas. Há meses que os seus conteúdos vinham sendo conhecidos às fatias, sob a designação pomposa de “acordo do século”, pelo que nenhum dos aspectos focados ao longo das 80 páginas do documento contraria o que era esperado. Mais grave do que o texto é o facto de estar a ser aplicado há muito tempo, perante a inércia da chamada “comunidade internacional”, e representar um patamar elevadíssimo – quase irreversível na actual relação de forças mundial – da estratégia de factos consumados seguida metodicamente por Israel e os Estados Unidos.

A LIMPEZA ÉTNICA NO BERÇO DO NATAL

O mundo cristão e de influência cultural cristã celebra o Natal ignorando na sua esmagadora maioria – porque lhe é escondido – que a mais antiga comunidade cristã do mundo, a da Palestina, continua a ser expulsa dos lugares onde se formou; comunidade essa que descende em linha recta dos primeiros cristãos, os contemporâneos de Cristo. Trata-se de uma limpeza étnica metodicamente organizada por Israel, país ocupante, colonizador e agressor que, paradoxalmente, conta com apoios de comunidades cristãs em todo o mundo. Na terra do primeiro Natal, Belém, há 70 anos os cristãos palestinianos representavam 86% da população; agora não passam de 12%.

RACISMO NA EDUCAÇÃO: UM EXEMPLO

A banalização da escravatura é um método adquirido de instilar o racismo e que actua subrepticiamente. O problema torna-se ainda muito mais grave quando se pratica nas escolas.

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