O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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HÁ 30 ANOS, A “MÃE DE TODAS AS GUERRAS” SEM FIM

Passam exactamente 30 anos sobre o momento em que os Estados Unidos e os seus velhos e novos aliados – nascidos estes no espaço de influência da União Soviética então em desagregação – lançaram a operação “Tempestade no Deserto” contra o Iraque de Saddam Hussein. Também foi chamada “a mãe de todas as guerras”, sabe-se hoje que com inteira razão pois ela gerou uma sucessão de guerras sem fim cujos efeitos moldam a actual estratégia imperial: Jugoslávia, Afeganistão, novamente Iraque, Líbia, Síria, a que devem somar-se os conflitos não directamente assumidos contra o Irão e o Líbano. A agressão marcou o regresso das forças armadas portugueses a intervenções de carácter colonial, que se multiplicaram até hoje - acções violadoras da Constituição que escapam à fiscalização constitucional. E pôs em evidência que a guerra se transformou no praticamente único recurso das forças dominantes à escala mundial.

ABSURDO À SOLTA: COMO ESCAPAR À COVID EM CASO DE ATAQUE NUCLEAR

Uma agência governamental norte-americana publicou uma série de instruções aos cidadãos sobre como se protegerem da COVID-19 em caso de ataque nuclear, não dispensando sequer as máscaras, o gel e o distanciamento social nos abrigos. Como se as consequências de um ataque nuclear fossem geríveis num cenário de normalidade. Não se trata apenas de uma iniciativa absurda: pretende criar a sensação de que a guerra nuclear é compatível com a vida quotidiana, sobressaltada apenas por algumas emergências. Uma estratégia de propaganda cada vez mais dominante e perigosa.

A ARMADILHA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO

E de repente tudo se tornou sustentável. Dos mais solenes discursos dos poderes à publicidade mais assanhada instando aos mais desenfreado consumismo, a “sustentabilidade” tornou-se um mandamento inapelável; ignorando nós se muitos dos doutrinadores saberão do que estão a falar. Em prol da sustentabilidade faz-se uma mixórdia de conceitos onde cabem a ecologia, o combate às mudanças climáticas, a pegada de carbono e respectiva neutralização, o efeito de estufa, o degelo, as energias renováveis, o desenvolvimento sustentável; num ápice, as coisas que consumimos no dia-a-dia tornaram-se recicláveis, compostáveis, biodegradáveis, obrigatoriamente biológicas. Circula muito e constante ruído para nos obrigar a assimilar coisas de que a generalidade das pessoas não fazem ideia. Ora nada disto é inocente, conjuntural e fortuito.

NÃO, SENHOR EMBAIXADOR

Uma nota prévia: o semanário Expresso escolheu o embaixador dos Estados Unidos, um genuíno porta-voz de duas figuras comprovadamente irracionais como são Donald Trump e Michael Pompeo, para abrilhantar uma edição virilmente propagandeada como “histórica”. A comunicação corporativa que se autointitula “de referência” explicada assim por um dos seus expoentes à escala doméstica lusitana.

OS PLANOS DE WASHINGTON PARA FAZER AQUECER O ÁRTICO

Uma das indicações mais bizarras de que Trump está interessado no Ártico aconteceu há um ano, quando o presidente dos Estados Unidos afirmou que gostaria de comprar Gronelândia, um vasto território insular que é uma região autónoma da Dinamarca. A ilha tem aproximadamente a mesma dimensão da Arábia Saudita, um pouco menor que a da Índia, e alberga uma base do Pentágono em Thule, a qual, entre outras coisas, “é a base militar norte-americana mais ao Norte e a única instalação desse tipo ao Norte do Círculo Polar Ártico”, como nos diz a Defense News.

ABAIXO A PANDEMIA, VIVA A GUERRA!

A Europa está fechada. Enquanto isso, 30 mil soldados norte-americanos invadem o continente até Julho nas maiores manobras militares em 25 anos. O que acontece na altura em que o presidente dos Estados Unidos decide banir as entradas dos europeus no seu país. Em pleno combate à pandemia de coronavírus, prioridade à guerra.

TRUMP AO IRAQUE: AS TROPAS OU AS RECEITAS DO PETRÓLEO?

A administração Trump ameaça bloquear a principal conta bancária através da qual o Iraque movimenta as receitas do comércio petrolífero se Bagdade mantiver a exigência de retirada das tropas norte-americanas. Esta é uma das sanções económicas a que os Estados Unidos estão dispostos a recorrer para que não se cumpra a decisão do Parlamento iraquiano contra a ocupação militar.

QUEM AMEAÇA “VARRER DO MAPA” QUEM NO MÉDIO ORIENTE?

Israel tem 200 armas nucleares apontadas em permanência contra o Irão. E quatro submarinos que lhe foram oferecidos pela Alemanha navegam em imersão 24 horas sob 24 horas nas águas do Mediterrâneo Oriental, Mar Vermelho e Golfo prontos a lançar ataques nucleares. Quem ameaça “varrer do mapa” quem no Médio Oriente?

ACÇÕES DAS EMPRESAS DE GUERRA ESTÃO EM ALTA

No dia 3 de Janeiro, a seguir ao acto terrorista norte-americano para assassinar o general iraniano Qasem Suleimani, o índice bolsista norte-americano S&P (Standard and Poors) 500 registou perdas, com excepção das empresas de material de guerra, cujas acções subiram, em média, quase dois por cento.

WASHINGTON TRANSFERE A 5G PARA O CAMPO DA GUERRA

A tecnologia de quinta geração de transmissão móvel de dados (5G) começa a entrar nas nossas vidas, mas antes que isso aconteça em pleno os Estados Unidos puseram em andamento o processo da sua militarização através das próprias redes comerciais, por ficar mais em conta. Liderada pela China na sua componente civil, a 5G transita para o domínio da guerra e da espionagem pela mão dos Estados Unidos, apesar do seu reconhecido atraso nesta novidade tecnológica.

CONSPIRAÇÃO DE LISBOA: PLANEOU-SE AGRESSÃO AO IRÃO

Suspeitava-se disso, mas os indícios acumulam-se. A reunião conspirativa de Lisboa em 4 de Dezembro, facultada pelo governo português, entre Benjamin Netanyahu e o secretário de Estado norte-americano, Michael Pompeou, serviu para planear uma possível agressão “preventiva” contra o Irão. O contexto militarista e mediático do encontro e a agenda revelada por Netanyahu – primeiro ponto, Irão, segundo ponto, Irão, e mais os pontos que forem precisos, Irão – não deixam dúvidas de que a capital portuguesa acolheu uma cimeira de planeamento de guerra. "Vamos fazer o Irão cambalear ainda mais", prometeu o primeiro-ministro de Israel.

NATO E A CIMEIRA DO SEU ANACRONISMO

A NATO pretendeu assinalar o seu 70º aniversário de maneira retumbante em Londres mas o tiro saiu-lhe pela culatra e transfigurou o show numa farsa notável. Começou tudo com pompa e circunstância num jantar de gala oferecido pela rainha dos britânicos no Palácio de Buckingham mas, ao cabo de dois dias, o cenário transformou-se, é certo, nas esperadas promessas de mais desestabilização mundial – incluindo no espaço – mas também em zangas, escárnio, mal dizer e facadas pelas costas. Para consumo público oficial tudo acabou em bem, mas a verdade é que existem feridas abertas e que não são apenas narcísicas.

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