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DUAS SEMANAS QUE ARREPIARAM O MUNDO

Antes que a enxurrada de desinformação produzida pela comunicação social corporativa mistifique a história oficial destes dias de guerra, caos e ilegalidade na cena internacional é altura de descodificar a cadeia de acontecimentos para que seja possível distribuir responsabilidades e invalidar mentiras. Se os Estados Unidos da América, como é habitual e natural, sobressaem como os artífices de uma trama que ameaça o planeta, é importante notar que o “nosso mundo civilizado”, com a NATO e a União Europeia à cabeça, não fazem figura de inocentes. Aliás, nem o governo da República Portuguesa se salva.

O IMPEACHMENT DE UM REGIME

O mundo está suspenso do impeachment. Parece não se passar nada mais relevante à face da Terra do que saber se o fascista Trump, presidente dos Estados Unidos da América, será substituído pelo fascista Pence até ao começo de 2021, altura em que entrará em funções a nova escolha do establishment que gere o regime norte-americano – sem qualquer dúvida alguém do partido único com duas faces. Para tudo continuar na mesma.

OS FASCISMOS “BONS” E “MAUS” NA SAGA DO IMPEACHMENT

O impeachment contra Donald Trump faz correr muita tinta e preenche horas e horas das emissões de televisão. E, no entanto, por obra e graça de quem ataca e quem defende, democratas, republicanos ou antes pelo contrário, o processo é uma refrega de baixa política sobre interesses de castas que tem como pretexto o envolvimento imperial de Washington na Ucrânia. Os depoimentos são obras de ficção, deliberadamente afastados do nó do problema ucraniano. Se fossem analisados à luz dos comportamentos norte-americanos reais e da situação no terreno nenhum dos envolvidos, fosse de que lado fosse, escaparia a um higiénico impeachment.

A CONSPIRAÇÃO PARA MINAR O PAPADO DE FRANCISCO

No momento em que o cardeal argentino Jorge Bergoglio foi eleito como o primeiro pontífice católico romano jesuíta da história papal, longas facas políticas visando o Papa Francisco I emergiram das sombras do Vaticano. Desde o início do papado, Francisco viu-se obrigado a lidar com o seu antecessor direitista, o papa Bento XVI – uma situação rara nos anais pontifícios – que insistiu em continuar a morar num apartamento situado no território do Vaticano. Bento não se limita a gozar uma reforma tranquila: conspira contra Francisco envolvendo pessoas e entidades influentes no Vaticano, em Itália, nos Estados Unidos e em outros países.

UCRÂNIA, O EXEMPLO DA CORRUPÇÃO POLÍTICA OCIDENTAL

São frequentes os episódios em que as circunstâncias se alinham para ilustrar o lamaçal em que funciona, nos dias de hoje, a política que nos é servida como padrão da democracia. Porém, talvez nenhum seja tão completo e revelador do que o suscitado pelo recente telefonema do presidente dos Estados Unidos ao presidente da Ucrânia pedindo-lhe para investigar as actividades ucranianas do anterior vice-presidente dos Estados Unidos.

TRUMP E BIDEN NO ATOLEIRO DE KIEV

Depois de o episódio “Russiagate” se ter revelado “o escândalo político mais fraudulento da história americana”, segundo o professor Stephen Cohen, da Universidade de Princeton, emerge agora um novo caso, o “Ucrâniagate”.

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