O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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O QUE O LÍBANO GANHA EM OLHAR PARA LESTE

Depois de grandiloquentes declarações de solidariedade, logo ecoadas pela comunicação do regime global, as “doações” destinadas ao Líbano sob o patrocínio da França, da ONU e da União Europeia não passaram de 250 milhões de dólares, uma gota de água no vastíssimo mar de promessas - e ainda submetidas às “reformas reestruturais” do costume. No entanto, os 15 mil milhões de dólares envolvidos na reconstrução do porto de Beirute parecem ser “trocos” para empresas chinesas possuidoras do plano A para restauração e modernização das infraestruturas desenvolvimentistas e produtivas do país. O Líbano está numa encruzilhada: mais da mesma degradação sob o mito neoliberal da “Paris do Oriente”; ou virar-se para Leste, ao reencontro da história, da cultura e de uma via de desenvolvimento independente.

HIROXIMA E NAKASAKI: OS SOCIOPATAS CONTINUAM NO COMANDO

Hiroxima e Nagasaki foram actos de assassínio em massa premeditados e que inauguraram a utilização de uma arma intrinsecamente criminosa. Foram justificados por mentiras que constituem o fundamento da propaganda de guerra dos Estados Unidos no século XXI, lançando um novo inimigo e alvo – a China.

O QUE ESTÁ EM JOGO NO MAR DO SUL DA CHINA

Quando os porta-aviões norte-americanos Ronald Reagan e Nimitz recentemente se envolveram em "operações" no Mar do Sul da China não deixou de notar-se que a Frota do Pacífico dos Estados Unidos estava a fazer os possíveis para transformar a teoria infantil da armadilha de Tucídides, uma provocação de guerra, numa profecia auto-realizável.

ESTADOS UNIDOS OCUPAM ILHA IEMENITA

Tropas dos Estados Unidos ocuparam a ilha de Socotra, no Iémen, juntaram-se ao contingente militar dos Emirados Árabes Unidos ali presente e começaram a instalar sistemas de defesa anti-aérea. O movimento ocorre à revelia do Congresso norte-americano e do próprio “governo” iemenita que Washington reconhece, tutelado pela Arábia Saudita.

NATO CERCA E PROVOCA A RÚSSIA NO ÁRTICO

Em Março, cerca de 7500 efectivos de combate norte-americanos viajam para a Noruega, onde se juntarão a milhares de soldados de outros países da NATO numa imensa batalha simulada contra forças “invasoras” russas. Neste empenhamento com carácter futurista – que tem o nome de Cold Response (Resposta Fria) 2020 – as forças aliadas “realizarão exercícios multinacionais conjuntos num cenário de combate de alta intensidade em exigentes condições de Inverno”, explicam os militares noruegueses. À primeira vista parece ser mais um dos jogos de guerra da NATO mas, pensando melhor, o Cold Response 2020 nada tem de comum. Em primeiro lugar, é encenado acima do Círculo Polar Ártico, longe de qualquer anterior campo de batalha tradicional da NATO; e eleva para um novo nível a possibilidade de um conflito de grandes dimensões que pode terminar num confronto nuclear e na aniquilação mútua. Bem-vindos, por outras palavras, ao mais novo campo de batalha da Terceira Guerra Mundial.

DE COMO ATACAR A CHINA ATRAVÉS DO IRÃO

Independentemente das questões propriamente iranianas, os Estados Unidos estão inquietos com as relações que Teerão mantém com a China. Passo-a-passo, mas progressivamente, Pequim apoia-se no Irão para concretizar na Ásia o seu gigantesco projecto Iniciativa Cintura e Estrada (ICE) ou Nova Rota da Seda.

LONDRES E WASHINGTON COLOCAM-SE ACIMA DA LEI E DA ONU

O Reino Unido, com apoio explícito dos Estados Unidos, desafia a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Tribunal Internacional de Justiça ao recusar-se a abandonar o Arquipélago de Chagos, no Oceano Índico, para reintegração na soberania das Ilhas Maurícias, da qual foi dissociado ilegalmente. Ignoram-se ainda os procedimentos que o secretário-geral da ONU irá adopar para fazer cumprir as deliberações da organização e do Tribunal.

INDO-PACÍFICO: A FORÇA BRUTA CONTRA O DESENVOLVIMENTO

A Administração Trump tem vindo a agitar obsessivamente o conceito de “Indo-Pacífico livre e aberto”. Além de um pequeno grupo de académicos, muito poucas pessoas em todo o mundo, especialmente no Hemisfério Sul, sabem o que significa esta incipiente estratégia desde que foi divulgada pela primeira vez no fórum da APEC (Cooperação Económica Ásia-Pacífico) de 2017, no Vietname. Trata-se, no fundo, de uma resposta através da ameaça militar contra os esforços da China e da Rússia pelo desenvolvimento e a integração regional.

O SEMPRE NEGADO REGRESSO A DIEGO GARCIA

O Reino Unido confiscou-lhes a pátria, alugou-a a Washington para criar a base de Diego Garcia e nega-lhes o regresso, contra o parecer da justiça internacional. Os expulsos do Arquipélago de Chagos apenas querem voltar à terra natal

“QUIMERA DO PETRÓLEO” MOVE GENOCÍDIO NO IÉMEN

O Iémen pode esconder mais petróleo que as reservas sauditas, segundo a CIA. Mais razões para o genocídio em curso?

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