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GUERRA GLOBAL CONTRA A AGRICULTURA E A ALIMENTAÇÃO

Os poderes globalizados do agronegócio e os impérios informáticos seus aliados estão a lançar novo assalto na guerra pelo controlo global da agricultura e a alimentação, de modo a impor as suas capacidades de decisão e marginalizar o sistema das Nações Unidas. Para isso contam com a colaboração do próprio secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em conivência com o Fórum Económico de Davos, uma expressão institucional do neoliberalismo, e entidades que se têm distinguido igualmente à cabeça da “Agenda Verde” para o clima e a geoengenharia, designadamente filantrocapitalistas como Bill Gates.

GRÉCIA, UM SATÉLITE MILITAR DE WASHINGTON

A Grécia acaba de abdicar do pouco que lhe restava de soberania ao vender em saldo todas as suas bases militares aos Estados Unidos. A direita governamental acha que foi um “negócio muito vantajoso para os interesses nacionais”. E as hostes de Alexis Tsipras, ditas de esquerda, simplesmente abstiveram-se numa matéria fulcral para a independência do país. Já o embaixador dos Estados Unidos em Atenas, Geoffrey Pyatt, um dos arquitectos dos golpes da NATO na Ucrânia e na Macedónia, acha que se trata de um acordo essencial para “repelir actores maléficos” como a Rússia e a China.

CRYPTO CIA, A ESPIONAGEM COMO GUERRA GLOBAL

O escândalo explodiu na “neutral” Suíça. Uma empresa com sede no país, denominada Crypto, dedicou-se a produzir e exportar, desde os anos setenta do século passado, aparelhagens manipuladas para descodificar comunicações secretas em mais de cem países. Embora actuasse como uma outra qualquer sociedade, neste caso registada no Liechtenstein, Crypto era propriedade da norte-americana CIA e dos serviços secretos da Alemanha Federal (BND). “É o golpe de espionagem do século”, considera o Washington Post.

AS AMBIÇÕES DA ALEMANHA NO MÉDIO ORIENTE

Setenta e cinco anos depois da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha pretende voltar a ser uma potência na cena internacional. Escolheu o Médio Oriente para fazer esse regresso. Mas é difícil e perigoso elevar-se a este nível sem qualquer outra experiência que não seja a histórica.

AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS COMO ARMA DE GUERRA

Os Estados Unidos dispõem desde o início dos anos noventa do século passado de Técnicas de Modificação Ambiental (ENMOD) com objectivos militares; em meados da mesma década a Força Aérea norte-americana criou condições operacionais no Alasca para interferir no ambiente de modo a desencadear poderosos fenómenos meteorológicos; e a mesma Força Aérea norte-americana tem há quase 25 anos em seu poder um relatório que definiu o horizonte de 2025 para se tornar “dona da meteorologia”. Em tempos de acesas discussões sobre alterações climáticas é intrigante que dados como estes, do domínio público, não sejam parte do debate e escapem à agenda ecologista.

FASCISMO BOLIVIANO PEDE APOIO A ISRAEL

O regime racista e segregacionista que está em acção na Bolívia depois do golpe fascista contra o governo legitimamente eleito de Evo Morales pediu assistência de Israel para ajudar a reprimir as forças de resistência ao governo terrorista. Os golpistas de La Paz apostam assim na vasta experiência de Israel na guerra contra populações enraizadas e em limpezas étnicas para tentarem submeter especialmente as comunidades indígenas que conquistaram direitos durante os governos de Morales. Os colonialismos associam-se.

A NOVELA DAS MARIONETAS DE TRUMP NA VENEZUELA

De usurpação em usurpação, o homem de mão de Trump na Venezuela, Juan Gaidó, prossegue a sua saga contra as instituições democráticas ao mesmo tempo que vai esfacelando a oposição de direita. Não na sua qualidade de presidente da República “interino” mas na de “presidente” de um parlamento paralelo decidiu nomear um chefe fascista ausente do país para “recuperar” a estação de televisão Telesur, espaço de liberdade de expressão e informação na América Latina. Desconhece-se como se processará o assalto às instalações e fontes de emissão, mas Washington não desiste de agitar Guaidó.

TERRORISMO EM XINJIANG, UMA ARMA DE WASHINGTON

O separatismo na região autónoma chinesa de Xinjiang e a “libertação do povo uigure surgem nos menus ocidentais para “democratizar” a China, mas a realidade nada tem a ver com as intenções proclamadas e a verdadeira situação no território. Além de Xinjiang ter dado o salto do feudalismo para a modernidade em algumas décadas, a região desempenha um papel fulcral nas acções chinesas de internacionalização. Daí que os Estados Unidos e aliados não tenham hesitado em criar e manipular grupos terroristas “uigures” da família da al-Qaida que tanto estão activos internamente como podem ser exportados temporariamente, como aconteceu na guerra contra a Síria.

IRAQUE EXPULSA INVASORES NORTE-AMERICANOS

A decisão está tomada. O Parlamento do Iraque, seguindo o parecer do governo, exige às tropas estrangeiras que se retirem do país e vedou o espaço aéreo à utilização por poderes estrangeiros. Bagdade pede ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que condene o ataque norte-americano contra o aeroporto internacional da capital e também revogou o pedido de assistência de uma coligação internacional – constituída por Estados Unidos e outros membros da NATO – para o combate contra o Isis ou Estado Islâmico. “O que aconteceu foi um assassínio político; o Iraque não pode aceitar isso”, resumiu o primeiro-ministro Adel Abdul al-Mahdi como razão de fundo para a expulsão das tropas estrangeiras.

O CAPITALISMO EM GUERRA SOBRE OS ESCOMBROS DA LÍBIA

A herança caótica deixada pela agressão da NATO contra a Líbia e que se aprofunda há quase nove anos está a degenerar numa situação aterradora de guerras cruzadas, motivadas por múltiplos interesses, capaz de fazer explodir alianças político-militares, afinidades religiosas e relações institucionais - com repercussões em todo o panorama internacional. O início, no dia de Natal, da transferência de terroristas da al-Qaida da Síria para território líbio, de modo a reforçar as forças do governo de Tripoli reconhecido pela ONU e a União Europeia, é apenas um dos muitos movimentos em curso na sombra dos holofotes mediáticos. E a Turquia acaba de aprovar o envio de tropas regulares para a Líbia.

ALMAGRO, O RETRATO DE UM CAPATAZ COLONIAL

Luis Almagro não pára. Em funções de secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), isto é, de capataz do poder colonial norte-americano no “quintal das traseiras”, desdobra-se em agrados à administração Trump para conseguir ser reeleito em 2020. Agora tomou como empreitada uma campanha contra a acção dos médicos e serviços de saúde cubanos para salvar vidas em 78 países do mundo. É o seu mais recente ponto de agenda depois de ter montado o golpe fascista na Bolívia enquanto continua a conspirar contra a Venezuela; mas sem se lhe ouvir um reparo perante os comportamentos fascistas dos governos do Chile, Colômbia, Peru, Brasil, Equador. Falhou a conspiração em Dominica, agora uma nódoa no currículo a apresentar a Mike Pompeo, o seu chefe directo no Departamento de Estado norte-americano.

GUERRA DO AFEGANISTÃO: A VERDADE DAS MENTIRAS

Há poucos dias vieram a lume os chamados “Afghanistan Papers”, documentos resultantes de investigações internas conduzidas pelo governo dos Estados Unidos e que provam como sucessivas administrações de Washington – de ambos os partidos/Estado – mentiram e mentem aos cidadãos dos Estados Unidos e dos países membros da NATO ao longo dos já 18 anos de uma guerra que, desde o início, sabem não conseguir ganhar. Tal como aconteceu no Vietname, no Iraque, na Líbia, na Síria. Milhões de seres humanos com as suas vidas destruídas depois, os crimes continuam impunes e novas guerras se perfilam. Chama-se isto “defender o nosso civilizado modo de vida” e “implantar a democracia”.

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