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O TOTALITARISMO DA “COMUNIDADE INTERNACIONAL”

“Comunidade internacional” e “ordem internacional” são expressões que nos surgem a cada passo quando se trata de abordar os acontecimentos e as situações que se sucedem através do mundo. O uso recorrente tem contribuído para transformá-las numa espécie de muletas de linguagem em que vão perdendo conteúdo, esbatendo-se assim a realidade dos seus conteúdos e significados actuais. Desse desvanecimento surgem múltiplas interpretações e a confusão generalizada – que nada tem de inocente. Prevalecendo então o sistema sem mandato que dá corpo à ordem global neoliberal.

O NEOLIBERALISMO ESTÁ DE REGRESSO ÀS ORIGENS

O neoliberalismo global, em luta pela sobrevivência, entrou decididamente na fase do recurso a regimes autoritários aparentados com o fascismo. A democracia formal, mesmo expurgada do respeito pela vontade dos cidadãos, deixou de ser suficiente para alimentar a ganância insaciável do capitalismo selvagem na crise agónica em que se encontra. Nas Américas, pela mão experimentada dos Estados Unidos e na Europa, graças aos potentes incentivos da União Europeia, o neoliberalismo regressa ao sistema político próprio da sua natureza, onde incubou no Chile de Pinochet em 1973.

PINOCHET CONTINUA A MATAR E O MÉTODO TORNOU-SE GLOBAL

A aplicação pura e dura do neoliberalismo estreou-se em 1973 sob a ditadura terrorista de Pinochet no Chile. A receita económica tornou-se global e continua a matar, por exemplo através da privatização da segurança social

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