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OS SEGREDOS DO TERROR DE WASHINGTON CONTRA O IRAQUE

Um discurso do primeiro ministro do Iraque no Parlamento, que os Estados Unidos tentaram silenciar, revelou que as manifestações das últimas semanas no país e o assassínio do general Soleimani estão interligadas e foram motivadas, em grande parte, pela assinatura de um acordo económico mutuamente vantajoso entre Bagdade e a China. Um acordo que pôs fim à chantagem norte-americana de só aceitar reconstruir infraestruturas no país recebendo metade das receitas do petróleo iraquiano. Trump exigiu ao governo que rescindisse o acordo; o primeiro-ministro rejeitou. A partir daí passou a valer tudo, incluindo assassínios e ameaças de morte, como a seguir se revela.

TERRORISMO EM XINJIANG, UMA ARMA DE WASHINGTON

O separatismo na região autónoma chinesa de Xinjiang e a “libertação do povo uigure surgem nos menus ocidentais para “democratizar” a China, mas a realidade nada tem a ver com as intenções proclamadas e a verdadeira situação no território. Além de Xinjiang ter dado o salto do feudalismo para a modernidade em algumas décadas, a região desempenha um papel fulcral nas acções chinesas de internacionalização. Daí que os Estados Unidos e aliados não tenham hesitado em criar e manipular grupos terroristas “uigures” da família da al-Qaida que tanto estão activos internamente como podem ser exportados temporariamente, como aconteceu na guerra contra a Síria.

NATO: MATAR É O MAIOR NEGÓCIO

Outro ângulo de abordagem da recente Cimeira da NATO: o do negócio. A NATO transformou a matança na normalidade vigente e fez disso o grande negócio que torna monstruosos os lucros do complexo militar e industrial que gere os Estados Unidos e comanda o império. E sendo essa matança “o maior negócio do Ocidente”, como escreve o analista geopolítico Peter Koenig, todos os argumentos são necessários para justificar a existência de uma aliança que, em boa verdade, não tem razões para existir – além de ser antidemocrática. Por isso, os “inimigos” são inventados para que o chorudo negócio da morte não morra.

RÚSSIA REENTRA EM ÁFRICA PERDOANDO DÍVIDAS ANTIGAS

Na recente cimeira Rússia-África, realizada em finais de Outubro em Sochi, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou o cancelamento de 20 mil milhões de dólares de dívidas acumuladas por países africanos. Qual o significado deste gesto, que mesmo em Moscovo foi muito criticado como uma generosidade sem sentido? Uma das explicações é o facto de a Rússia estar atenta à política chinesa no continente africano.

O BRICS ESTÁ BEM VIVO, APESAR DE BOLSONARO

A cimeira dos BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – realizada em Brasília revelou que o grupo está vivo, apesar das mudanças no Brasil e do enfeudamento total do país aos Estados Unidos. O pragmatismo russo e chinês, aproveitando as oportunidades para continuar a abrir espaços económicos onde a crise neoliberal deixa o seu rasto, sobrepõe-se à desafinação política e consegue convergências de interesses aparentemente improváveis.

WASHINGTON USA GRÉCIA PARA BLOQUEAR MEDITERRÂNEO

Os Estados Unidos contam com o colaboracionismo da Grécia para ocupar militarmente o porto de Alexandroupolis, na região da Trácia Ocidental, como forma de bloquear a ligação marítima entre o Mediterrâneo e o Mar Negro a países que “têm interesses diferentes dos nossos”, designadamente a Rússia e a China. Uma arma na “geopolítica da energia” e mais um foco de provocações militares em perspectiva.

GUERRA HÍBRIDA CONTRA A CHINA: HONG KONG E O RESTO

Os Estados Unidos e alguns dos mais próximos Estados satélites desenvolvem contra a China uma guerra híbrida em numerosas fases e múltiplas frentes. Não faltam a ameaça militar e a perseguição comercial e económica; a guerrilha de propaganda está permanentemente presente. No quadro geral, porém, emerge a acção desenvolvida contra a soberania chinesa em Hong Kong e em relação à qual os mentores não mostram limites na utilização de tácticas extremamente perigosas.

CAXEMIRA, O DRAMA DE UMA NOVA PALESTINA

Em 5 de Agosto, o ministro do Interior da Índia, Amit Shah, apresentou no Parlamento indiano o chamado projecto de Lei de Reorganização de Jammu e Caxemira. O documento divide este Estado indiano em duas partes: o Território da União de Ladakh e o Território da União de Jammu e Caxemira. A Assembleia Legislativa do Estado foi suspensa. Os seus eleitos foram colocados em prisão domiciliária. A imprensa foi amordaçada, os protestos foram reprimidos violentamente e as redes sociais desactivadas.

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