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O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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NATO CERCA E PROVOCA A RÚSSIA NO ÁRTICO

Em Março, cerca de 7500 efectivos de combate norte-americanos viajam para a Noruega, onde se juntarão a milhares de soldados de outros países da NATO numa imensa batalha simulada contra forças “invasoras” russas. Neste empenhamento com carácter futurista – que tem o nome de Cold Response (Resposta Fria) 2020 – as forças aliadas “realizarão exercícios multinacionais conjuntos num cenário de combate de alta intensidade em exigentes condições de Inverno”, explicam os militares noruegueses. À primeira vista parece ser mais um dos jogos de guerra da NATO mas, pensando melhor, o Cold Response 2020 nada tem de comum. Em primeiro lugar, é encenado acima do Círculo Polar Ártico, longe de qualquer anterior campo de batalha tradicional da NATO; e eleva para um novo nível a possibilidade de um conflito de grandes dimensões que pode terminar num confronto nuclear e na aniquilação mútua. Bem-vindos, por outras palavras, ao mais novo campo de batalha da Terceira Guerra Mundial.

CHOQUE DE TITÃS NO “CORAÇÃO DA TERRA”

O futuro do planeta nos próximos vinte a trinta anos está profundamente associado ao processo de integração da Eurásia, que tem como os três pilares essenciais a China, a Rússia e o Irão. Contra esta integração batem-se empenhadamente os Estados Unidos, com base na sua doutrina “Indo-Pacífico” e procurando adaptar a NATO a esta estratégia fazendo avançar a aliança para espaços asiáticos. Isso ficou claro na última cimeira da NATO através das decisões de reforçar a agressividade contra a Rússia, conter a China e militarizar o espaço. A que se somam os esforços incessantes para mudar o regime no Irão. Os dados estão lançados: de um lado as estratégias convergentes da Iniciativa Cintura e Estrada da China e da Grande Eurásia, da Rússia; do outro o Império globalista, em luta existencial pelo seu domínio. Segue-se uma reflexão sobre o ponto da situação daquilo que o autor qualificou como “a batalha das eras”, o choque de titãs entre a unipolaridade globalista e a multipolaridade.

DE COMO ATACAR A CHINA ATRAVÉS DO IRÃO

Independentemente das questões propriamente iranianas, os Estados Unidos estão inquietos com as relações que Teerão mantém com a China. Passo-a-passo, mas progressivamente, Pequim apoia-se no Irão para concretizar na Ásia o seu gigantesco projecto Iniciativa Cintura e Estrada (ICE) ou Nova Rota da Seda.

CONSPIRAÇÃO DE LISBOA: PLANEOU-SE AGRESSÃO AO IRÃO

Suspeitava-se disso, mas os indícios acumulam-se. A reunião conspirativa de Lisboa em 4 de Dezembro, facultada pelo governo português, entre Benjamin Netanyahu e o secretário de Estado norte-americano, Michael Pompeou, serviu para planear uma possível agressão “preventiva” contra o Irão. O contexto militarista e mediático do encontro e a agenda revelada por Netanyahu – primeiro ponto, Irão, segundo ponto, Irão, e mais os pontos que forem precisos, Irão – não deixam dúvidas de que a capital portuguesa acolheu uma cimeira de planeamento de guerra. "Vamos fazer o Irão cambalear ainda mais", prometeu o primeiro-ministro de Israel.

TORTURA AFECTA SAÚDE DOS “CINCO OLHOS”

A CIA deixou de ter acesso automático às informações obtidas pelos serviços secretos da Nova Zelândia. As autoridades deste país estabeleceram um conjunto de “boas práticas” obrigatórias para tentar evitar o uso desses dados pela parte norte-americana em actividades de tortura e outras violações dos direitos humanos. Ensombram-se assim os horizontes da cooperação dos chamados “Cinco Olhos”, o conjunto dos serviços de espionagem anglo-saxónicos – Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia – e que tem um alcance efectivamente global.

GUERRA DO IÉMEN: SAQUE DE PETRÓLEO E JOGO ESTRATÉGICO

Numa altura em que alguns meios de comunicação da ortodoxia neoliberal parecem ter acordado para uma agressão militar que dura há mais de cinco anos – e manipulam as circunstâncias do conflito – informações sobre o comportamento da Arábia Saudita no Iémen confirmam que se trata de uma guerra colonial para saque das riquezas naturais iemenitas, com o petróleo à cabeça. E também de uma estratégia contra o Irão.

MÍSSEIS RUSSOS NA TURQUIA ABALAM XADREZ ESTRATÉGICO

Em 12 de Julho a Rússia entregou à Turquia o primeiro carregamento de mísseis antiaéreos S-400, de acordo com o Ministério da Defesa de Ancara. Estão previstas mais duas entregas até final do Verão, sendo a última, segundo a mesma fonte, de “mais 120 mísseis antiaéreos de vários tipos” e que viajarão por via marítima. A concretização do negócio entre Moscovo e o país que possui as maiores forças convencionais da NATO, a seguir aos Estados Unidos, tem um potencial desestabilizador para as relações de forças existentes entre as grandes potências mundiais.

WASHINGTON PERSEGUE OS PORTOS CHINESES

A China tem vindo a arrendar e modernizar portos no âmbito da estratégia "Cintura e Rota" para assegurar rotas económicas. Os Estados Unidos, sem provas, alegam tratar-se de bases navais

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