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GAZA É TERRA INABITÁVEL: EXTERMÍNIO EM CURSO

Em 2012, a ONU publicou um relatório prevendo que em 2020 a Faixa de Gaza, na Palestina, seria um território humanamente inabitável se não fossem tomadas medidas para contrariar a situação. Tudo o que aconteceu desde então foi a deterioração das condições que existiam, agravadas pelos massacres militares cometidos regularmente por Israel. Chegou o ano de 2020: Gaza é, portanto, um território inabitável. E, contudo, quase dois milhões de pessoas tentam sobreviver nessa terra transformada num imenso campo de concentração. O mundo assiste, indiferente, a um lento e deliberado extermínio em massa.

A LIMPEZA ÉTNICA NO BERÇO DO NATAL

O mundo cristão e de influência cultural cristã celebra o Natal ignorando na sua esmagadora maioria – porque lhe é escondido – que a mais antiga comunidade cristã do mundo, a da Palestina, continua a ser expulsa dos lugares onde se formou; comunidade essa que descende em linha recta dos primeiros cristãos, os contemporâneos de Cristo. Trata-se de uma limpeza étnica metodicamente organizada por Israel, país ocupante, colonizador e agressor que, paradoxalmente, conta com apoios de comunidades cristãs em todo o mundo. Na terra do primeiro Natal, Belém, há 70 anos os cristãos palestinianos representavam 86% da população; agora não passam de 12%.

CIMEIRA DAS LAGES, SEGUNDA TEMPORADA

Já é degradante para o prestígio interno e internacional de um país acolher na sua capital uma reunião conspirativa de dois sociopatas mundiais como são o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o secretário de Estado norte-americano da Administração Trump, Michael Pompeo. O facto de o primeiro-ministro, António Costa, receber ambos os fora-de-lei transforma o caso numa situação trágica, porque expõe directamente o país às consequências do previsível agravamento da instabilidade global decorrente destes encontros. Afinal o espírito belicista da Cimeira das Lages – que afundou o Médio Oriente na crise de guerras sucessivas em que se encontra – continua bem vivo nos governantes portugueses. Depois de Barroso, cabe aos socialistas interpretar a segunda temporada.

RESPOSTA DO HEZBOLLAH FAZ RECUAR ISRAEL

O secretário-geral do Hezbollah prometeu e cumpriu: uma semana depois de Israel ter morto dois técnicos do grupo num ataque contra a Síria e de ter atacado os arredores de Beirute chegou a anunciada represália. Os mísseis disparados pela organização de resistência libanesa não se limitaram a liquidar o alvo e a obrigar o exército de Israel a recuar e a abandonar uma base militar no norte do país; puseram termo a uma escalada de violência ao nível de 2006 e demonstraram uma nova capacidade do movimento libanês para por Israel em respeito e atingir qualquer região deste país. A notícia não correu mundo, mas a relação de forças está diferente: o potencial balístico do Hezbollah revela um caminho para a paridade táctica com o Estado sionista.

TRÊS FUNDAMENTALISMOS MODELAM O MÉDIO ORIENTE

Três fundamentalismos político-religiosos continuam a modelar um novo Médio Oriente, perante a complacência do mundo, a inércia da ONU e a cumplicidade activa da União Europeia. A partir do eixo Washington-Telavive-Riade, os fundamentalismos cristão anglo-saxónico, sionista e islâmico tratam de eliminar os obstáculos à sua afirmação plena na região, seja na Síria, no Iraque, na Palestina. Percebendo-se assim por que o Irão está debaixo de fogo.

LUZ VERDE DE WASHINGTON À ANEXAÇÃO DA CISJORDÂNIA

Através do seu embaixador em Israel, os Estados Unidos deram luz verde à anexação da Cisjordânia. Foi numa entrevista, mas um embaixador não fala a título pessoal.

“GAZA JÁ ESCOLHEU: CONTINUAR A RESISTIR”

Os últimos bombardeamentos israelitas contra Gaza foram uma advertência à "calma" para o festival da Eurovisão. Israel teme que os oprimidos lhe estraguem a encenação

WASHINGTON FABRICA PRETEXTO PARA ATACAR O IRÃO

Os Estados Unidos colocaram o porta-aviões Abraham Lincoln e o respectivo grupo de combate na área de intervenção do Médio Oriente. John Bolton, o fascista que chefia o Conselho Nacional de Segurança, explicou esse movimento de uma forma suficientemente vaga para nela caber um pretexto, por mais absurdo que seja, para atacar militarmente o Irão. Em causa estão, para Bolton, actos atribuíveis não apenas a tropas regulares do Irão, à Guarda Revolucionária ou ainda a qualquer milícia xiita do Líbano ao Iémen. A equipa de sociopatas da administração Trump está cada vez mais à solta e sem limites.

COMISSÃO DA ONU ACUSA ISRAEL DE CRIMES DE GUERRA

Actos cometidos por forças israelitas na repressão de manifestações palestinianas podem ser "crimes de guerra" ou "crimes contra a humanidade", conclui uma comissão da ONU

ISRAEL USA PALESTINIANOS COMO COBAIAS

"Os espaços palestinianos funcionam como laboratórios" para farmacêuticas e fabricantes de armamento, denuncia a professora israelita Nadera Shalhoub-Kevorkian

ISRAEL VEDA GAZA COM UM MURO DE 65 KM

Israel completa a transformação de Gaza num campo de concentração vedando o território com um muro de 65 quilómetros e seis metros de altura.

ISRAEL, ORDEM PARA MATAR

Os bombardeamentos israelitas contra a Síria não visam alvos iranianos, como afirma a propaganda; são parte da preparação para uma guerra de grande envergadura abrangendo também o Irão

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