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FASCISMO BOLIVIANO PEDE APOIO A ISRAEL

O regime racista e segregacionista que está em acção na Bolívia depois do golpe fascista contra o governo legitimamente eleito de Evo Morales pediu assistência de Israel para ajudar a reprimir as forças de resistência ao governo terrorista. Os golpistas de La Paz apostam assim na vasta experiência de Israel na guerra contra populações enraizadas e em limpezas étnicas para tentarem submeter especialmente as comunidades indígenas que conquistaram direitos durante os governos de Morales. Os colonialismos associam-se.

PROVADO: AFINAL AS FAKE NEWS JÁ VÊM DE LONGE…

Documentos oficiais tornados de acesso livre agora pelos Arquivos Nacionais Britânicos revelam que os governos de Londres financiaram secretamente meios de comunicação como a agência Reuters e a BBC para publicarem falsas notícias contra a União Soviética, instituições e organizações comunistas. Os documentos dizem respeito ao período entre 1945 e 1977; nada indica que tais procedimentos tenham sido abandonados desde então, independentemente das alterações na cena internacional e das mudanças de proprietários daqueles e outros órgãos de informação.

DAVOS, OU A FARSA DO GLOBALISMO “AMBIENTALISTA”

Mais uma edição – a 50ª – do Fórum Económico em Davos, Suíça. O capitalismo neoliberal globalista congregou as suas estrelas mais rutilantes, a par de membros de realezas, presidentes e chefes de governo – toda “uma elite ambientalmente consciente” - para debater, por exemplo, as maneiras como negócios, políticas, manipulação genética, geoengenharia e guerras se harmonizam com o combate às mudanças climáticas, que prejudicam “a ecologia e a economia”. Para isso os trabalhos foram abrilhantados, entre outros, por Donald Trump, a imprescindível Greta Thunberg e o inigualável usurpador Juan Guaidó.

CHOQUE DE TITÃS NO “CORAÇÃO DA TERRA”

O futuro do planeta nos próximos vinte a trinta anos está profundamente associado ao processo de integração da Eurásia, que tem como os três pilares essenciais a China, a Rússia e o Irão. Contra esta integração batem-se empenhadamente os Estados Unidos, com base na sua doutrina “Indo-Pacífico” e procurando adaptar a NATO a esta estratégia fazendo avançar a aliança para espaços asiáticos. Isso ficou claro na última cimeira da NATO através das decisões de reforçar a agressividade contra a Rússia, conter a China e militarizar o espaço. A que se somam os esforços incessantes para mudar o regime no Irão. Os dados estão lançados: de um lado as estratégias convergentes da Iniciativa Cintura e Estrada da China e da Grande Eurásia, da Rússia; do outro o Império globalista, em luta existencial pelo seu domínio. Segue-se uma reflexão sobre o ponto da situação daquilo que o autor qualificou como “a batalha das eras”, o choque de titãs entre a unipolaridade globalista e a multipolaridade.

DERRUBE DO AVIÃO EM TEERÃO: HISTÓRIA MAL CONTADA

O Irão confessou: foram as suas defesas aéreas que abateram “por engano”, em 8 de Janeiro, o avião civil que fazia o voo 752 da Ukraine Airlines. Mas que circunstâncias externas interferiram na acção do operador do sistema de mísseis? Por que razão as comunicações do avião civil foram silenciadas? Estas e outras perguntas, associadas a factos que vão sendo apurados e a capacidades conhecidas da guerra cibernética, conduzem-nos para outros patamares de considerações; ou, no mínimo, para a constatação de que a história está muito incompleta, logo mal contada. As reflexões que se seguem, de alguém com experiência para saber do que fala, merecem ser conhecidas.

NATO VAI SUBSTITUIR NORTE-AMERICANOS NO IRAQUE

A NATO está em pé de guerra, a sua verdadeira natureza. Por ordem de Trump, que já criou sigla para o efeito – NATOME – a aliança está a preparar a substituição dos soldados norte-americanos a expulsar do Iraque por militares de países membros, que ficarão sujeitos ao caos regional criado pelas práticas norte-americanas. Enquanto isso, e porque não pode haver distracções com a “ameaça russa”, o Estado-Maior atlantista prepara para a Primavera os maiores jogos de guerra na Europa dos últimos 25 anos.

A NOVELA DAS MARIONETAS DE TRUMP NA VENEZUELA

De usurpação em usurpação, o homem de mão de Trump na Venezuela, Juan Gaidó, prossegue a sua saga contra as instituições democráticas ao mesmo tempo que vai esfacelando a oposição de direita. Não na sua qualidade de presidente da República “interino” mas na de “presidente” de um parlamento paralelo decidiu nomear um chefe fascista ausente do país para “recuperar” a estação de televisão Telesur, espaço de liberdade de expressão e informação na América Latina. Desconhece-se como se processará o assalto às instalações e fontes de emissão, mas Washington não desiste de agitar Guaidó.

UE AJUDA TRUMP A MATAR ACORDO NUCLEAR COM O IRÃO

Obedecendo às ordens de Trump, ou cedendo às suas chantagens sobre a imposição de novas tarifas comerciais, a União Europeia deu corpo à estratégia norte-americana de liquidar o acordo nuclear 5+1 estabelecido em 2015 com o Irão. França, Reino Unido e Alemanha activaram o chamado Mecanismo de Resolução de Disputas numa situação que contraria os próprios termos do acordo, concluindo assim a tarefa de liquidação iniciada em 2018 pela administração Trump, ao retirar-se sem razões do processo.

O PETRÓLEO, O MÉDIO ORIENTE E A GUERRA CIVIL CAPITALISTA

Estimado leitor, se lhe disserem que os Estados Unidos são autossuficientes em hidrocarbonetos e não precisam do petróleo do Médio Oriente, não acredite. A guerra sem fim montada pelo Pentágono através de toda a região e algumas extensões geográficas tem a ver com fontes de energia, o controlo das suas reservas, produção e distribuição. Portanto, o que tem acontecido nas últimas semanas, por exemplo a simultaneidade da desestabilização do Iraque e do Irão e a nova fase da guerra na Líbia tem, e muito, a ver com isso.

DE COMO ATACAR A CHINA ATRAVÉS DO IRÃO

Independentemente das questões propriamente iranianas, os Estados Unidos estão inquietos com as relações que Teerão mantém com a China. Passo-a-passo, mas progressivamente, Pequim apoia-se no Irão para concretizar na Ásia o seu gigantesco projecto Iniciativa Cintura e Estrada (ICE) ou Nova Rota da Seda.

O REGRESSO DO MILITARISMO ALEMÃO

Há poucos anos ainda, um presidente federal alemão foi obrigado a demitir-se por defender a afirmação dos interesses alemães através da guerra. Hoje, essa política militarista é promovida pela ministra da Defesa e candidata a chanceler, Annegret Kramp-Karrenbauer (CDU), sem que nada lhe aconteça. A ministra, note-se, sucede no cargo à nova presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para quem “a Europa deve aprender a utilizar a linguagem da força”. A Alemanha imperial, agora no quadro da NATO e da União Europeia, retoma o seu caminho.

TRUMP AO IRAQUE: AS TROPAS OU AS RECEITAS DO PETRÓLEO?

A administração Trump ameaça bloquear a principal conta bancária através da qual o Iraque movimenta as receitas do comércio petrolífero se Bagdade mantiver a exigência de retirada das tropas norte-americanas. Esta é uma das sanções económicas a que os Estados Unidos estão dispostos a recorrer para que não se cumpra a decisão do Parlamento iraquiano contra a ocupação militar.

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