O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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ISRAEL ARRASA INSTALAÇÕES PALESTINIANAS CONTRA A COVID-19

Tropas israelitas arrasaram há uma semana um hospital e um centro de testes acabados de construir por palestinianos em Hebron para combater a COVID-19; em Março tinham feito o mesmo em Khirbet Ibziq, também na Cisjordânia. Tanto as chamadas “democracias liberais” como as “iliberais” da União Europeia guardam um recatado silêncio perante estas atrocidades que enxovalham os direitos humanos em tempos de pandemia. As autoridades sionistas cometeram o crime com requinte: começaram por exigir licenças de construção quando são elas próprias que negam essas autorizações a palestinianos nos territórios ocupados. Israel é, como tantas vezes se repete no “mundo civilizado”, “a única democracia no Médio Oriente”.

EPISÓDIOS NÃO RECOMENDÁVEIS DE UM MEDICAMENTO “RECOMENDADO”

Nestes tempos de pandemia o mundo fervilha de exemplos de como pessoas, entidades, empresas e instituições sem escrúpulos, movendo-se na onda do capitalismo neoliberal, por definição sem limites, tiram proveito da situação. O sector da grande indústria farmacêutica, o Big-Pharma, é um dos mais dinâmicos nessa matéria desumana, impondo leis do máximo lucro contra populações com um máximo de necessidades e um mínimo de meios. Os casos são ainda mais flagrantes nos Estados Unidos, ou não fossem a Meca do capitalismo desenfreado. A história resumida que se segue centra-se nos fabricantes de um medicamento de que muito se fala contra a COVID-19, talvez sem razão para tanto alarido.

A VACINA DA COVID-19 E A PANDEMIA DE MENTIRAS

Cientistas russos e britânicos anunciaram quase simultaneamente, e de maneira separada, importantes avanços no sentido da disponibilização de uma vacina contra a COVID-19. Enquanto as descobertas da Universidade de Oxford parecem inserir-se nas expectativas milionárias dos grandes impérios farmacêuticos transnacionais, a parte russa anunciou, entretanto, que alguns milhões de vacinas serão distribuídas gratuitamente e que os dados científicos serão disponibilizados universalmente para que a descoberta possa ser utilizada como medicamento genérico. Talvez por isso, as habituais corporações mediáticas começaram já a atacar a Rússia por ter supostamente “pirateado” as descobertas de Oxford. Deixamos alguns elementos actualizados sobre a “guerra das vacinas” em nome do rigor histórico e para que cada um perceba o que está em desenvolvimento e com o que pode vir a contar.

DIREITOS HUMANOS EM MÃOS MILIONÁRIAS E DESUMANAS

Um estudo efectuado pelo Centro Europeu de Direito e Justiça de Estrasburgo revelou a existência de numerosos casos de conflitos de interesses entre juízes em funções no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) e organizações não-governamentais (ONG’s) financiadas pelo multimilionário George Soros, “filantropo” globalista neoliberal essencial no sistema de apropriação e adulteração de causas sociais, designadamente através do patrocínio de “revoluções coloridas”.

UM “PASSE DE BEM-ESTAR” OU A TENTAÇÃO BIG BROTHER?

O que têm em comum a aliança de vacinação GAVI de Bill Gates, a poderosa Mastercard e a empresa Trust Stamp mais os seus softwares de identificação biométrica? Negócios, certamente, grandes negócios, pensará o leitor. Nada disso: a acreditar nos próprios, trata-se de uma grande convergência cívica e humanitária que juntará a recolha de dados biométricos de identificação de indivíduos com base em inteligência artificial, os dados de saúde e vacinação, sobretudo os motivados pelo combate à COVID-19, e os métodos de pagamento sem mexer em dinheiro, essa matéria de repente tornada repelente e “contagiosa”. A esta combinação virtuosa chamaram “Passe de Bem-Estar” ou de saúde. No limite, juntam-se potencialmente ainda muitas outras virtualidades num só “passe” em que o pessoal, o público e os grandes interesses privados se diluem com as melhores das intenções, como podem ser também a identificação de futuros focos de COVID-19, de ajuntamentos para manifestações, a “prevenção policial”, o rastreio de infectados e a desmaterialização das pulseiras electrónicas da justiça. Um admirável mundo novo.

PUTIN E XI JINPING REFORÇAM COOPERAÇÃO E COORDENAÇÃO

O acontecimento passou quase despercebido mas fica como um marco nos actuais desenvolvimentos geopolíticos, geoestratégicos e geoeconómicos globais: os presidentes da Rússia e da China Popular realizaram uma “cimeira telefónica” em 8 de Julho na qual aprofundaram as estratégias de colaboração e coordenação, a todos os níveis, entre os dois gigantes. Além de reforçarem a sua aliança tendo como referência o quadro estabelecido pela Carta das Nações Unidas e o multilateralismo, a igualdade entre os povos e os Estados, Vladimir Putin e Xi Jinping não hesitaram em solidarizar-se mutuamente com recentes movimentos políticos nos dois países como o referendo constitucional na Rússia e a entrada em vigor da lei de segurança nacional em Hong Kong.

PRÉ-HISTÓRIA DA COVID-19 NOS ESGOTOS DE BARCELONA

Cientistas da Universidade de Barcelona detectaram genomas do novo coronavírus SARS-CoV-2 nos esgotos da cidade no dia 12 de Março de 2019, isto é, nove meses e meio antes da declaração das autoridades chinesas da cidade de Wuhan e praticamente um ano antes de ter sido anunciado, em 25 de Fevereiro de 2020, o primeiro caso de COVID-19 “importado” na capital catalã. Mais uma demonstração de que a narrativa oficial do “vírus de Wuhan” pode ser cómoda para evitar uma investigação profunda das reais origens do fenómeno, conveniente do ponto de vista geopolítico, oportuna para as operações de propaganda em multiplicação mas está longe de caber nas realidades que vão sendo conhecidas.

AS MISTERIOSAS MORTES DE DOIS INVESTIGADORES DO COVID-19

A Academia não tem reputação de ser um cenário repleto de violência e mortes súbitas e inexplicáveis. Apesar disso, no auge da pandemia de COVID-19 dois jovens investigadores pioneiros no mesmo campo de estudo encontraram fins misteriosos.

GRATIDÃO ITALIANA AOS MÉDICOS CUBANOS: “AJUDARAM-NOS SEM PEDIR NADA”

“Tínhamos naufragado e vocês socorreram-nos sem nos perguntar sequer o nome e a origem”. Stefania Bonaldi, presidente do Município italiano de Crena, na província de Cremona, região italiana da Lombardia”, manifestou assim em 25 de Maio, a gratidão e apreço aos médicos e enfermeiros cubanos da Brigada “Henry Reeve” que durante semanas ajudaram no dramático combate ao coronavírus na martirizada zona. “Vencemos porque funcionámos em comunidade”, demonstrando que “as grandes batalhas não são ganhas por heróis solitários”, disse. Estendendo o agradecimento “ao povo cubano” perante as autoridades civis e religiosas da região, Stefania Baldini sublinhou que os médicos e enfermeiros cubanos foram “uma presença discreta mas eficaz, respeitosa mas determinada, calma mas confiante”. Crema, a Itália, no fundo os países da Europa continuam à espera dos prometidos e incertos milhões de “ajuda de emergência” da União Europeia, que se fazem esperar embrulhados em exigências directas e também disfarçadas.

NÃO HÁ COVID QUE TRAVE OS JOGOS DE GUERRA DA NATO

A NATO está a desconfinar os jogos de guerra na Europa que, em boa verdade, nunca chegou a confinar. Manobras militares vão decorrer durante duas semanas na Polónia – uma imensa base militar norte-americana – no âmbito dos envolventes e abrangentes exercícios Defender-Europe 20. Milhares de soldados dos Estados Unidos, o país mais atingido pela epidemia, desembarcam na Europa, continente onde se viveu uma carnificina, para queimar milhões de dólares e euros que seriam essenciais para os sistemas de saúde pública e uma genuína recuperação da economia.

AS MARAVILHAS DA TECNOLOGIA INFORMÁTICA E OS SEUS CONHECIDOS MALEFÍCIOS

Passaram 30 anos sobre a apresentação de Yume (Sonhos) do cineasta Akira Kurosawa, à margem da competição, no Festival de Cannes de 1990. A memória dos oito sonhos de Kurosawa impõe-se nestes tempos de pandemia, guiando a reflexão em torno das questões tecnológicas. Kurosawa louva a vida, perante a incerteza de uma humanidade que caminha na senda do conflito nuclear, evocando figuras míticas da cultura nipónica: “Um raio de sol através da chuva”; “O jardim dos pessegueiros”; “A tempestade”; “O túnel”; “Corvos”; “Monte Fuji em chamas”; “O demónio que chora”; e, a finalizar, “O vilarejo dos moinhos”. Neste último quadro, um ancião explica ao viajante a decisão tomada há muito tempo pela aldeia de recusar a influência poluidora da tecnologia moderna, retornando a modos de vida arcaicos em busca de uma sociedade mais limpa e feliz. O quadro mostra uma procissão fúnebre, o funeral de uma mulher. Mas, ao invés de um luto carregado, a aldeia escolhe celebrar antes a existência e o fin@l de uma vida feliz.

O VÍRUS COMO ARMA PARA MILITARIZAÇÃO DA SOCIEDADE

A Fundação Rockefeller, que mantém laços históricos com o Estado federal norte-americano, apresentou um plano nacional para controlar a epidemia de coronavírus. Tem como objectivo testar 30 milhões de pessoas por dia – despesa a ser assumida pelo Estado – e a submeter os cidadãos a um estrito controlo militar.

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