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O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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QUANDO O CAPITALISMO FINANCIA A “REVOLUÇÃO”

Os chefes da chamada “Comuna de Seattle”, uma das expressões decorrentes dos grandes protestos que atravessaram os Estados Unidos contra o assassínio pela polícia do cidadão negro George Floyd, pediram aos seguidores para desmontarem as tendas, regressarem a casa e apoiarem a campanha de Joe Biden e do Partido Democrata para as eleições presidenciais de Novembro. Terminou assim, nas mãos do sistema dominante, um mês de ira e revolta genuínas, na América e também na Europa, contra o racismo e, em alguns casos, contra o neoliberalismo em particular e o capitalismo em geral. Como era de prever, para que tudo continue na mesma – ou pior.

A FRAUDE HISTÓRICA DA GUERRA DOS SEIS DIAS

Passam nestes dias 53 anos sobre a chamada Guerra dos Seis Dias, na qual, segundo reza a história oficial, Israel desmontou uma ameaça à sua existência derrotando os países árabes vizinhos e ocupando os territórios árabes de Gaza, Cisjordânia, Jerusalém Leste e Montes Golã. Uma história oficial que é uma fraude, como prova o conteúdo de documentos oficiais partilhados por Miko Peled, cidadão israelita e filho do general Matti Peled, um dos inspiradores da operação. Israel consumou então um plano de ocupação de toda a Palestina histórica que já vinha de trás e que se vem transformando, passo-a-passo, em anexação – o que viola o direito internacional sobre a questão da Palestina. Um plano que o actual governo israelita ameaça acelerar e tornar irreversível. Para a história fica a história de uma fraude, o desmantelamento de um mito.

O VALE DO JORDÃO: SILÊNCIOS HIPÓCRITAS À BEIRA DA TEMPESTADE

Benjamin Netanyahu, o aparentemente eterno primeiro ministro de Israel, agora geminado com um dos carrascos de Gaza, Benny Gantz de sua graça, vem anunciando que a partir do início do próximo mês dará os passos governamentais, parlamentares e militares que considera necessários para anexar o Vale do Jordão, no território palestiniano da Cisjordânia. Além disso, tenciona integrar no Estado de Israel os colonatos construídos ilegalmente no mesmo território durante os últimos 60 anos. Estes movimentos representam, de facto, a extinção da chamada “solução de dois Estados” na Palestina histórica, estabelecida em 1948 pelas Nações Unidas e reactivada durante os passados anos noventa. Os criminosos não escondem o crime, os avisos estão feitos: ninguém poderá dizer que será apanhado de surpresa.

BRUXELAS CORTEJA A RÚSSIA PARA ISOLAR A CHINA

Um discurso recente do diplomata principal da União Europeia, Josep Borrell, que fez soar campainhas porque sugere “o fim da liderança” norte-americana, indicia que o velho continente pode estar a ensaiar uma nova ordem nas relações com a Ásia namorando a Rússia – uma estratégia cujo comando poderia ser assumido pela Alemanha. Mas será apenas uma maneira de testar a hegemonia chinesa?

ISRAEL CONTINUA NAS MÃOS DE NETANYAHU: CISJORDÂNIA AMEAÇADA

Com pouco mais de um terço dos deputados no Parlamento, o “eterno” primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, driblou o ex-chefe da oposição como se fosse um simples amador e avança para um governo de maioria no qual assegurou poderes para designar os juízes que o deveriam julgar por corrupção. E, sobretudo, garantiu condições para iniciar a anexação da Cisjordânia, o maior assalto dos últimos tempos contra os palestinianos e o direito internacional, com as costas protegidas por Donald Trump

TRUMP “ENGANOU-SE”: É A COLÔMBIA, NÃO A VENEZUELA

Trump, com os seus parceiros francês e britânico, sob os auspícios da NATO, estão a montar um circo de guerra contra a Venezuela a pretexto de uma “operação contra o narcotráfico” alegadamente praticado sobretudo pelo governo de Caracas, com o presidente Maduro à cabeça. Porém, segundo os relatórios da agência antidroga dos Estados Unidos, a DEA, a Colômbia é o responsável, praticamente monopolista, pelo tráfico de cocaína na região; e a Venezuela não surge sequer na lista dos países envolvidos.

ISRAEL: O NÓ CEGO QUE AMARRA O SIONISMO

Supõe-se que as eleições se realizam para resolver problemas, reordenar o governo, adoptar novas políticas, mudar as pessoas que dirigem as instituições. Mas quantas eleições terá Israel de realizar ainda antes de perceber que não conseguirá fazer nada disso porque é um país amarrado por um laço constitucional inamovível?

CIMEIRA DE ESPIÕES ENTRE ISRAEL E QATAR

O primeiro-ministro israelita em funções enviou discretamente o chefe do Mossad para se encontrar com o seu homólogo do Qatar, em Doha.

ANIQUILAR A PALESTINA, RIDICULARIZAR A ONU

A “Visão de Paz” estampada por Donald Trump e Benjamin Netanyahu em 28 de Janeiro como “solução” para o problema israelo-palestiniano não trouxe surpresas. Há meses que os seus conteúdos vinham sendo conhecidos às fatias, sob a designação pomposa de “acordo do século”, pelo que nenhum dos aspectos focados ao longo das 80 páginas do documento contraria o que era esperado. Mais grave do que o texto é o facto de estar a ser aplicado há muito tempo, perante a inércia da chamada “comunidade internacional”, e representar um patamar elevadíssimo – quase irreversível na actual relação de forças mundial – da estratégia de factos consumados seguida metodicamente por Israel e os Estados Unidos.

UNIÃO EUROPEIA COBRE A POLÍTICA ILEGAL DE ISRAEL

O Estado de Israel demoliu ou confiscou quase cem edifícios financiados pela União Europeia ou por Estados-membros na Palestina ocupada em 2019, no valor de quase meio de milhão de euros, segundo fontes oficiais de Bruxelas. Estes dados representam um aumento aproximado de 90% em relação a 2018. Embora as instituições europeias apresentem protestos pontuais por estas situações verifica-se que a União Europeia, oficialmente, não condenou ainda o projecto de solução final da questão palestiniana que os Estados Unidos e Israel pretendem impôr e acabam de apresentar. Desta maneira, Bruxelas acaba por apoiar, por omissão, as políticas de Washington e Telavive que violam o direito internacional e confrontam a ONU.

FASCISMO BOLIVIANO PEDE APOIO A ISRAEL

O regime racista e segregacionista que está em acção na Bolívia depois do golpe fascista contra o governo legitimamente eleito de Evo Morales pediu assistência de Israel para ajudar a reprimir as forças de resistência ao governo terrorista. Os golpistas de La Paz apostam assim na vasta experiência de Israel na guerra contra populações enraizadas e em limpezas étnicas para tentarem submeter especialmente as comunidades indígenas que conquistaram direitos durante os governos de Morales. Os colonialismos associam-se.

GAZA É TERRA INABITÁVEL: EXTERMÍNIO EM CURSO

Em 2012, a ONU publicou um relatório prevendo que em 2020 a Faixa de Gaza, na Palestina, seria um território humanamente inabitável se não fossem tomadas medidas para contrariar a situação. Tudo o que aconteceu desde então foi a deterioração das condições que existiam, agravadas pelos massacres militares cometidos regularmente por Israel. Chegou o ano de 2020: Gaza é, portanto, um território inabitável. E, contudo, quase dois milhões de pessoas tentam sobreviver nessa terra transformada num imenso campo de concentração. O mundo assiste, indiferente, a um lento e deliberado extermínio em massa.

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