O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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O EXEMPLO DE NOVA ORDEM ENVIADO DO EXTREMO ORIENTE

A quinta edição do Fórum Económico Oriental, que decorreu em Vladivostoque, demonstrou que o multilateralismo e a cooperação mutuamente vantajosa são possíveis mesmo entre nações que têm um passado – e até um presente – de antagonismo. No Extremo Oriente, sob a égide da Rússia, várias nações asiáticas enviaram esta mensagem ao mundo – a de que uma nova ordem internacional é possível - significativamente ignorada pelos meios de comunicação mainstream.

TRÊS FUNDAMENTALISMOS MODELAM O MÉDIO ORIENTE

Três fundamentalismos político-religiosos continuam a modelar um novo Médio Oriente, perante a complacência do mundo, a inércia da ONU e a cumplicidade activa da União Europeia. A partir do eixo Washington-Telavive-Riade, os fundamentalismos cristão anglo-saxónico, sionista e islâmico tratam de eliminar os obstáculos à sua afirmação plena na região, seja na Síria, no Iraque, na Palestina. Percebendo-se assim por que o Irão está debaixo de fogo.

TRUMP IMPÕE “EMBARGO ECONÓMICO TOTAL” À VENEZUELA

A administração Trump atingiu um novo topo nos seus actos lesivos contra a economia e a sociedade venezuelanas ao ampliar à categoria de embargo as medidas coercivas e unilaterais contra a República Bolivariana. Uma medida que, segundo o jornal norte-americano Washington Post, consiste “num embargo económico total”.

GUERRA DO IÉMEN: SAQUE DE PETRÓLEO E JOGO ESTRATÉGICO

Numa altura em que alguns meios de comunicação da ortodoxia neoliberal parecem ter acordado para uma agressão militar que dura há mais de cinco anos – e manipulam as circunstâncias do conflito – informações sobre o comportamento da Arábia Saudita no Iémen confirmam que se trata de uma guerra colonial para saque das riquezas naturais iemenitas, com o petróleo à cabeça. E também de uma estratégia contra o Irão.

ESTAGNAÇÃO OU RECESSÃO: UMA EUROPA SOMBRIA EM 2019/2020

As perspectivas económicas europeias traçadas pela FocusEconomics, uma das empresas líderes de previsões macroeconómicas na Europa, apontam para um ano de 2019 de estagnação. E os horizontes para 2020 não são melhores, além de dependerem de muitos "ses". Se alguma coisa correr mal em termos de Brexit, guerra comercial de Trump contra a China ou ameaças contra o Irão, a recessão será inevitável.

QUANDO O CONE SUL É ARRASTADO CONTRA O IRÃO

Os Estados Unidos arrastam os países do Cone Sul da América para o conflito contra o Irão a pretexto de um atentado de há 25 anos de que se desconhecem os autores

MÍSSEIS RUSSOS NA TURQUIA ABALAM XADREZ ESTRATÉGICO

Em 12 de Julho a Rússia entregou à Turquia o primeiro carregamento de mísseis antiaéreos S-400, de acordo com o Ministério da Defesa de Ancara. Estão previstas mais duas entregas até final do Verão, sendo a última, segundo a mesma fonte, de “mais 120 mísseis antiaéreos de vários tipos” e que viajarão por via marítima. A concretização do negócio entre Moscovo e o país que possui as maiores forças convencionais da NATO, a seguir aos Estados Unidos, tem um potencial desestabilizador para as relações de forças existentes entre as grandes potências mundiais.

INDO-PACÍFICO: A FORÇA BRUTA CONTRA O DESENVOLVIMENTO

A Administração Trump tem vindo a agitar obsessivamente o conceito de “Indo-Pacífico livre e aberto”. Além de um pequeno grupo de académicos, muito poucas pessoas em todo o mundo, especialmente no Hemisfério Sul, sabem o que significa esta incipiente estratégia desde que foi divulgada pela primeira vez no fórum da APEC (Cooperação Económica Ásia-Pacífico) de 2017, no Vietname. Trata-se, no fundo, de uma resposta através da ameaça militar contra os esforços da China e da Rússia pelo desenvolvimento e a integração regional.

WASHINGTON FAZ GUERRA À SÍRIA “PARA DEFENDER ISRAEL”

Três quartos dos membros do Congresso dos Estados Unidos e dos dois partidos escreveram uma carta ao presidente revelando o que toda a gente calcula mas Washington não ousa admitir: que mantém as tropas na Síria e o projecto de desmantelamento deste país para favorecer os interesses de Israel. Elaborada com o intuito de fornecer ao presidente elementos para fazer avançar uma estratégia clara para a Síria, dir-se-á que a carta foi escrita por dirigentes e lobistas de Israel e apenas assinada e enviada pelos congressistas. De acordo com o conteúdo da missiva, a segurança de Israel parece sobrepor-se aos interesses nacionais dos Estados Unidos.

RÚSSIA, CHINA E ÍNDIA (RIC): O PESADELO DE TRUMP

Passou quase despercebida, mas a cimeira informal realizada em Osaca entre os presidentes da China, da Índia e da Rússia permitiu um acerto de posições e perspectivou a consolidação a curto prazo de trabalho conjunto que já vem de trás. Exigência para reforço da Organização Mundial de Comércio, modalidades de pagamentos internacionais, incluindo militares, feitas de maneira a contornar o dólar e outras acções internacionais conjugadas são razões de pesadelo para Trump. O RIC tem uma zona de influência que envolve praticamente metade da população mundial e abana o globalismo unilateralista.

EUROPA SUBMETE-SE AO GÁS MAIS CARO “MADE IN USA”

Uma das batalhas energéticas mais importantes para o futuro está a ser travada no campo do gás natural liquefeito (GNL). Considerado como uma das principais soluções para problemas do meio ambiente, o GNL poderá resolver os problemas energéticos de um país ao mesmo tempo que neutraliza preocupações ambientais provocadas por outras fontes de energia. Enquanto isso, um pouco à maneira do dólar norte-americano, o GNL está a transformar-se numa ferramenta que Washington pretende utilizar contra Moscovo à custa dos aliados europeus dos Estados Unidos.

EUROPA AO LADO DE TRUMP CONTRA O IRÃO

As principais potências europeias, Alemanha, França e Reino Unido, continuam a afirmar oficialmente que estão a “tentar salvar” o acordo nuclear com o Irão mas, na verdade, já o venderam aos Estados Unidos. E quando dirigentes europeus visitam Teerão não o fazem para sublinhar a importância de o Irão continuar a respeitar o acordo mas sim para convencer este país a aceitar as exigências dos Estados Unidos e a renegociar o que ficou estabelecido em Genebra.

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