O LADO OCULTO - Jornal Digital de Informação Internacional | Director: José Goulão

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O GOLPE DE BOLSONARO ESTÁ EM ANDAMENTO

O general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança do presidente do Brasil, qualificou o Congresso como “chantagista”. E logo as hostes fascistas de Jair Bolsonaro convocaram para 15 de Março uma descida às ruas contra o Parlamento; e logo o próprio presidente passou a usar o WhatsApp e as redes sociais para fazer eco das convocatórias da manifestação contra os deputados. Tudo se desenvolve enquanto sectores da Polícia Militar se amotinam – sem reacção dos governadores dos Estados –, os centros de decisão se enchem de militares, alguns no activo, e o grande empresariado esfrega as mãos de satisfação e deita contas aos lucros. Bolsonaro e as suas tropas de choque não estão confortáveis com a ordem institucional democrática e o golpe já está em curso.

PROPAGANDA BRITÂNICA ENCENA A GUERRA DA SÍRIA

A informação supostamente com origem na “oposição da Síria” divulgada pela comunicação social corporativa a propósito da guerra contra este país é gerada por um tentacular sistema de propaganda montado pelo governo britânico em conjunto com empresas privadas pertencentes a ex-oficiais das forças armadas e dos serviços secretos de Londres. As provas constam de documentos oficiais resultantes de fugas de informação recentes.

O ENIGMÁTICO “ACORDO DE PAZ” NO AFEGANISTÃO

Quase duas décadas depois da invasão e ocupação do Afeganistão a seguir ao 11 de Setembro e após uma guerra interminável que custou mais de mais de dois biliões (milhões de milhões) de dólares é difícil não haver nada de "histórico" num possível acordo de paz entre os Estados Unidos e os Talibã na cidade de Doha, no Qatar.

NATO ANEXA A MACEDÓNIA DO NORTE

Depois de ter manipulado os resultados de um referendo que não corresponderam aos seus interesses e de ter imposto a nova designação do nome do país – com a cumplicidade do Syriza na Grécia – a NATO acaba de anexar a Macedónia do Norte através da aprovação do “Protocolo de Adesão”, consumada por um Parlamento absolutamente domesticado. Isto é, depois de ter “balcanizado” os Balcãs com a guerra de esfacelamento da Jugoslávia, a NATO “desbalcaniza” agora a região, unindo-a sob a sua própria bandeira. De fora está apenas a Sérvia – e espoliada do Kosovo através de uma agressão militar da aliança.

SÍRIA LIBERTA A ESTRADA PRINCIPAL DO PAÍS

O ministro dos Transportes da Síria, Ali Hammoud, anunciou terça-feira, dia 25 de Fevereiro, a libertação total da principal via de comunicação do país, a Autoestrada M5, que liga de norte a sul as mais importantes cidades do país: Alepo, Hama, Homs e Damasco. A estrada tem estado cortada em vários sectores desde meados de 2012.

O MARTÍRIO DE ASSANGE OU A TIRANIA COMO LEI

No mundo em que vivemos os criminosos de guerra têm a certeza da sua impunidade e o jornalismo de investigação está em vias de ser considerado um crime de espionagem – esta é uma das leituras que o Relator Especial das Nações Unidas sobre a Tortura, o suíço Nils Melzer, faz do processo contra o fundador e director do WikiLeaks, Julian Assange, conduzido pelos Estados Unidos com a cumplicidade de vários governos, entre eles Reino Unido, Suécia e Equador. Desde a falsificação, pela polícia sueca, de um processo “por violação” à tortura a que tem vindo a ser submetido em Londres, passando pelo julgamento secreto já em marcha nos Estados Unidos perante um júri da CIA, Melzer desmonta os contornos tirânicos e criminosos da perseguição a Assange. “Dizer a verdade está a tornar-se um crime”, adverte o relator da ONU. Nos dias em que a viciada justiça britânica aprecia o pedido de extradição de Assange apresentado pelos Estados Unidos, o Lado Oculto dá voz à esclarecedora entrevista de Nils Melzer ao website Republik, uma publicação de língua alemã. É a nossa manifestação de solidariedade com Julian Assange, em defesa da liberdade de informar e ser informado e dos direitos humanos.

CORONAVÍRUS TEM ESTRUTURA MANIPULADA

Cientistas indianos da Universidade de Nova Deli detectaram que o coronavírus surgido na China tem uma estrutura única na qual é possível perceber a manipulação com vírus HIV. A descoberta está contida numa pré-publicação – ainda não revista por outros cientistas – das investigações que efectuaram sobre o 2019-nCoV. Entretanto, outros especialistas recordam que o tratamento com medicamentos contra o HIV de doentes vítimas da epidemia na China tem registado alguns êxitos. Apesar dos condicionalismos existentes ainda em torno da investigação indiana, mas tendo a certeza de que o assunto não cabe na comunicação social corporativa, O Lado Oculto faz eco desta informação para que seja integrada no quadro dos dados a reter sobre o grande e necessário debate em torno do 2019-nCoV como eventual criação humana.

UM MILHÃO DE MILHÕES DE DÓLARES PARA A GUERRA

No ano fiscal de 2021 o orçamento dos Estados Unidos prevê despesas da ordem de um milhão de milhões de dólares para a guerra, que comparam com 94500 milhões no sector da saúde e serviços humanitários (menos 10% que em 2020), apesar de só nos últimos quatro meses terem morrido 10 mil cidadãos norte-americanos vítimas de gripe comum. São estas as prioridades do regime de Washington, que se diz inquieto com “o ressurgimento de Estados nacionais rivais, nomeadamente a China e a Rússia”. É preciso, diz o documento, “aumentar a nossa vantagem bélica” sobre esses e outros países.

O WESTLESSNESS OU UMA CRISE EXISTENCIAL DO COLONIALISMO

Westlessness. Poderá traduzir-se como o défice de Ocidente na cena internacional e foi o mote escolhido para a Conferência de Segurança de Munique deste ano, em 16 e 17 de Fevereiro, como sempre uma organização associada à NATO. Percebeu-se, pela escolha desta temática, que o Ocidente vive uma crise existencial, com saudades de tempos recentes em que podia destroçar a Jugoslávia, bombardear a Sérvia, arrasar o Afeganistão, desmembrar o Iraque e a Líbia sem ter contraditório. Na origem da inquietação ocidental está, como foi abundantemente aflorado como eco da exposição do chefe do Pentágono, a crescente presença da Rússia e da China na arena internacional - que se reflecte no aparecimento de um efeito dissuasor da impunidade colonial. Não admira, portanto, e perante a presença de convidados “inimigos”, que às tantas à conferência tivesse parecido um diálogo de surdos.

GUERRA GLOBAL CONTRA A AGRICULTURA E A ALIMENTAÇÃO

Os poderes globalizados do agronegócio e os impérios informáticos seus aliados estão a lançar novo assalto na guerra pelo controlo global da agricultura e a alimentação, de modo a impor as suas capacidades de decisão e marginalizar o sistema das Nações Unidas. Para isso contam com a colaboração do próprio secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em conivência com o Fórum Económico de Davos, uma expressão institucional do neoliberalismo, e entidades que se têm distinguido igualmente à cabeça da “Agenda Verde” para o clima e a geoengenharia, designadamente filantrocapitalistas como Bill Gates.

OS INQUIETANTES MISTÉRIOS DO VOO TP173 PARA CARACAS

Por muito que o Chefe de Estado, ministros, TAP e a comunicação social corporativa tentem compor uma imagem de vitimização, própria de quem pretende desviar o assunto da sua essência, a verdade é que existiram anomalias graves, e que estão a necessitar de explicações sérias, relacionadas com o voo TP173 de Lisboa para Caracas, no dia 13 de Fevereiro.

AVENTURAS E DESVENTURAS DO SULTÃO ERDOGAN NA GUERRA DA SÍRIA

O chefe do regime fundamentalista turco, Recep Tayyip Erdogan, é o responsável pela reactivação da guerra da Síria através do seu crescente envolvimento militar, ao lado dos terroristas, para impedir que a província de Idleb seja libertada pelas tropas de Damasco. Ao fazê-lo, o sultão neo-otomano cumpre orientações geoestratégicas de Washington, contra movimentos russos e chineses em direcção ao Mediterrâneo Oriental, mas caiu no que pode ser uma armadilha: sob o poder aéreo russo, as tropas ocupantes turcas estão cercadas pelo Exército Sírio por todos os lados menos por um: o que permite o regresso ao seu país. As “linhas vermelhas” de Damasco e, sobretudo, de Moscovo quanto ao que Ancara tem a fazer, no âmbito do acordo de Sochi de 2018, são irredutíveis.

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